Quem escreve?

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Rio, RJ, Brazil
Moribundo SUBurbano. Estereotipado: bandido, maconheiro e marginal. Escritor, poeta e, portanto, miserável.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Pé direito, toc
pé esquerdo
(não faz barulho)
Meio manco
O coração
Vem pesando
Mais que tudo
Que o corpo
Mal amado
Silêncio:
Dito gauche
Vem passando.

Pássaro contente

Numa noite, ao som do esquecimento,
Vem um pássaro contente qualquer,
Pernas passos corpo de mulher,
A ludibriar a cólera,
Libertar-se do que vier.

Pro que der, num passo
Demasiadamente falso
Passando pelo que é fardo
Pisando nas prisões do passado!
Assim vem o pássaro, carente de afago

Cantando em meu ouvido ao ritmo
Do que era pra ser íntimo:
Não quero ter filhos
Também não é de estranhar
Se, de alguma forma,
Não quisesse também casar.

Beijou minha boca como quem
Me havia beijado a alma
E eu, disse: querida, pássaro contente,
Faça o que quiseres,
Por ti, sou todo assim, meio que
Entregue.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Do discurso da Ingratidão

"O homem que diz sou, não é, porque quando é mesmo, não diz." Vinicius de Moraes.


Há um tempinho, me pegava pensando nesse tema, da mesma forma como penso em muitos outros temas, que, serão por mim, analisados num futuro um pouco mais promissor. Digo isso, e quem me conhece sabe, porque nem sempre me sinto à vontade para falar de certas coisas, e principalmente, sobre os assuntos os quais não domino. Confesso: qualquer pretensão acadêmica não passará de absurdo da parte que lê esse texto.
Alguns motivos, na maioria, empíricos mesmo, fizeram com que me interessasse por esse tema. Atualmente, tentando abandonar qualquer tipo de lirismo, digo, discurso baseado na paixão, acabo por entrar numa contradição, a qual já foi reconhecida por mim, e, a qual não tenho objetivo algum em sanar, ou seja, penso que qualquer contradição, diversidade ou qualquer palavra, à seu dispor, significa maturidade e sinal de aprendizado. Bom, sou assim mesmo, caso não me policie, acabarei por transformar esse, num pacote de digressões, o que, de certa forma, não é meu objetivo aqui. Vamos lá, passar para a segunda fase desse texto, a ficcional.

Algumas vezes, acordava ele por volta das quatro e meia da manhã ou madrugada, tanto faz, pensando certas coisas que, no fundo, não agradavam seu íntimo. Bem lá no fundo, entendia muita coisa, era até compreensivo e relativista no sentido banalizado da palavra. Embora sentisse demasiada raiva de mentiras, não as suportava, não suportava os mentirosos, porém, como identificá-los, sendo ele um homem compreensivo, relativista? Entregava-se, não importava pra quem, pra quê ou até quando, ele se entregava, tinha o coração bom. Ele se entregava. Sabe como é acordar com raiva de alguém?Ele não sabia o que era isso, não queria saber o que era isso, não pretendia saber o que era isso, embora, agora, soubesse, reconhecesse a necessidade disso. Acordava triste. Pensamento logo onde ele não queria que estivesse, onde, alguém que o conhecesse, nem seus amigos imaginariam que estivesse, lá no fundo, no recôndito da alma, sangrando por odiar alguém, lá estava ele, toda manhã, pensando no rumo do seu dia, imaginando, maquinando uma solução a fim de não encontrá-la, não vê-la, não lembrar dela. Já não era uma lembrança, lembrar que odiava ela, e que precisaria traçar um dia inteiro para não encontrá-la?Odiava ainda mais ela. Ainda mais ela. Não gostava de odiá-la, mas sentia necessidade de odiá-la, sabia agora o que era odiar, recriminava os que odiavam, recriminava-se agora, agora nada era como antes, nada poderia ser como antes, permaneceria tolerante, relativista?Era ele, agora, tendo raiva de alguém, e pior, alguém que um dia ele amou, e que, talvez tenha amado ele. Recriminava ainda mais o pensamento, calava-se. Sentado, acendia o cigarro que, há tempos vinha discriminando, agora, era ele o fumante, mas, como tudo atualmente tem se tornado necessário, não seria diferente com o cigarro. Fumava, com o filtro entre os dedos, a fumaça nos pulmões já, há tanto ferrados pela asma ou pela bronquite. Nunca conseguia diferenciar uma da outra. Expelia a fumaça, sentia a necessidade cada vez mais gritante de fumar, fumava.
Rompia em seu peito, a vontade de vingar-se, a simples vontade de falar umas verdades, mas também recriminava isso, sabia, e sabia mesmo, que o pior castigo para os que mentem, é o desprezo, mas nem desprezar sabia ele, isso sim, ele não sabia. Imaginava ele que para desprezar alguém, deve-se amar-se em demasia, e, do amor-próprio já tinha ele aberto mão faz tempo. Era, para ele, sinal de fraqueza, verdade dos que não encaram a vida de frente, amar-se em demasia. Não se amava. Amava os outros em demasia. Recriminava a vontade de beijá-la. Já tinha beijado outras, bem melhores, beijaria outra, bem melhor, bem melhor, e assim seria até beijar eternamente alguma poetisa mais negra que ele. O prazer de quem tem saudade é simplesmente sentir saudade. Não gostava de ter saudade, não tinha prazer em recriminar o futuro, a fim de tentar reconstruir o passado. O presente era uma merda, acordava de manhã, ele acordava de manhã ou seria de madrugada?
Queria ligar, ia ligar tentava não ligar, não ligava, pensava em não ligar, não podia ligar ia se ferrar, ia sentir mais raiva, ela ia ser mais ingrata, não queria ser ingrato, tinha medo da ingratidão dela, isso sim causava raiva, parado, tinha raiva, raiva, raiva, acho que ele ainda gosta dela, ou seria, odeia a ingratidão dela a tal ponto de querê-la de volta só pra ser ingrato com ela também? Mas, como ser ingrato, a gente é ingrato quando alguém te oferece algo, para o seu bem, seu crescimento, e, você, depois de sugar o que acha necessário, despreza seu doador, como ser ingrato com ela? Teria ela algo que fosse do apreço dele?Não, ele não ligava, sabia disso, sabia que não, mas tinha raiva, raiva dela, raiva da ingratidão dela. Abandonar o outro, até vai, tranqüilo, acontece, as pessoas se libertam das outras, se libertam de si mesmas, mas, já livre o pássaro, tem ele que voltar, pra magoar mais ainda? Não, não... Não sei não, talvez ele saiba, me deixa perguntar pra ele, um dia...
Na verdade, nem sei direito o que é ingratidão, talvez ninguém saiba, ou alguém saiba e não diz, não sei, não sei não. Era assim, ter raiva de uma pessoa ingrata. Sabe, não acho que ele goste dela mais não, acho não... Acho que ela sugou foi pouco dele, ele quer que ela sugue mais, ele não a ensinaria a ser ingrata, ele não é ingrato, ele queria é que ela deixasse de ser ingrata. Ingrata ela era, sempre fora? Além de ingrata foi burra, não aprendeu quase nada e já sai assim, se dizendo mulher, que mulher o quê? Pra ser mulher tem que saber transar, no mínimo saber transar! Cê acha que sabe transar?- “ah, assim não,olha, quero em pé, pode ser em pé?ai, eu gosto em pé!” Em pé é bom, é bom em pé, foda-se quer nem saber se estou cansado, não é? Vamos em pé, vamos... Ia em pé, pra te agradar ia em pé, cansado, mas ia em pé, queria é te dar prazer, mulher? Se diz mulher agora?É mulher, beleza, é mulher, é mulher. O quê? Ela te ligou pra dizer que estava com outro, que? Outro, homem? Que, de mais idade, de carro, de lá, como ela? Olha rapaz, sai fora dessa, é ingratidão demais. É, assim, ligar pra dizer isso é ingratidão demais, é sim, acabar comigo demais, é sim. Bom, não acho que seja alguma merda, ser mais velho Ter carro até vai, porra, mais conforto, não é? Tu que não gostava dessas coisas, não é? Humildona, você! Legal, você. Mais velho é merda,é merda. É da faculdade?olha, que merda, grandes merda, quantas vezes disse isso, eu, que era merda, era merda, apenas porque você não estava na faculdade, olha o quanto eu te agradava, olha! Ai, sei não, mais velho? Quero ver te foder em pé, quero ver te foder e gozar pra você ver, quero ver, quero ver te comer e ficar, te comer e não contar, quero ver,quero ver nao falar das tuas estrias, quero vê-la nem pintada depois dessa, nem pintada. Consigo nem passar ai, na tua rua, nem ai consigo passar. Medo do Pálio branco?Não sei, disso, não sei... vai ler, vai me culpar, vai falar que fiz isso, fiz aquilo, sei não, de pouca coisa sei, mas, esse, é o discurso da ingratidão, abençoada!

domingo, 26 de outubro de 2008

A D i c a


Todo espaço do mundo
Falso,
transcendendo o tato
Faz de mim,
moleque chato
Guardado,
dentro dum frasco
Quando,
toda noite,
início de cada dia
Mil seiscentos e vinte e quatro
Quilômetros de abstração
Separam
a minha
mão
da tua
mão fria.
É verdade,
eu queria
Tua boca
na minha
Mas a vida,
querida,
É assim, dificuldade
Sem fim...

(Edson Santana)

sábado, 25 de outubro de 2008

Postagem de um Amigo

...Os meus heróis

Os meus heróis são todas as pessoas capazes de abdicarem de si próprias, da sua vida se necessário, em prol dos outros ou de uma causa (justa) em que acreditam. E os que ousam remar contra qualquer maré, sem medos.
Por norma admiro mais os irreverentes, os temerários, os generosos, os inteligentes e os mais firmes na convicção.
Todos/as igualmente corajosos/as, loucos/as e na maioria dos casos com existências sem final feliz.
Em comum têm o serem aos meus olhos pessoas especiais e únicas, diferentes, no meio de uma multidão de ovinos bípedes, apáticos e/ou cobardolas.
Julgo que não me escapou nada, Fabio...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Talvez toda noite deflorada pela manhã

Talvez toda noite deflorada pela manhã,
Observe o que,
À tarde, tinha alguém,
Guardado para ti:
Um ramo de consciência,
Decorado com fitas de conhecimento e
Cheiro de carinho
E
Um
Bilhete
Que dizia:
Venha e não venha, a noite é solitária,
A manhã agonizante e a tarde,
Cômoda e sincera. Mas olha, sinceridade é recíproca.
video

domingo, 19 de outubro de 2008

Quando abres teu armário
Repleto de casos falsos,
Empoeiradamente
Disfarçados de passado,
Voltas a ser o que de
Fato, gostarias de ter
Sido , sem mim, sem ninguém.
Talvez, somente contigo.

O cigarro, amiga, foi o que restou do nosso passado mal amado. Largá-lo-ei quando, enfim, largar a utopia dos que são partidários do amor.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

De que adianta pensar no passado
Em fardo pesado na perna esquerda
A desnivelar o corpo mal amado?

Não passo a dez passos do teu sorriso
Sarcástico a ferir-me tão devagar
Da pior forma, do chão para o alto!

Deixando-me em fúria a precisar
Dos afagos dos amigos assim como
Eu, coléricos e tão solitários.

(Ngamba Botero)
Tão lindo ser; tão linda idéia!
Parte de você
Tornada parte de alguém
É parte que falta em alguém,
Assim,
Como eu, esse alguém.

Parte do seu corpo,
Faz, faço florir no teu peito
Meu sono e minha insônia!
Dorme comigo, e, que,
Esqueçamos o pé nos passados
Pisados pelos nossos afagos?

Faço, faça-me eternos afagos
De eloqüência
Do nosso desespero incessante
Pelo ser amado nunca
Estar ao nosso lado?

(Por Ngamba Botero)

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

"Ah, caralho!Vai o amor e vai também a inspiração? ou será o tempo, esse que sempre dá um jeito nas coisas?
Me aperta tanto, que nem tempo pra escrever tenho. Ou me ajuda tanto, que nem objeto de inspiração, pelo mesmo tempo levado, posso ter?"
Disse Mgamba Botero numa noite qualquer de um final de semana. Provavelmente muito chapado com uma mulher do lado e flagrante na mente...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Pisa no meu terreiro não, que não sou de bobeira. Pergunta pros meus amigos, só...pergunta!Deu mole é uma só, bem dada, bem dada mesmo, pergunte as outras, vai pergunta, pergunta!To aí novamente, tranquilo?

segunda-feira, 6 de outubro de 2008




Te mostrei o que era o amor e de fato você amou, agora tu me ensinas o que é o desamor, uma troca justa, talvez?

Espero que sejam essas, as últimas palavras que lhe escrevo, pelo menos nessa situação.

Carta de Ngamba, meu Eu Lírico.


Porra, camaradas, estou pensando seriamente em meter um balaço em minha cabeça, agora, nesse exato momento. O que achas, má idéia?Sei não, acho que não fui educado para ser forte, não tenho um Deus, e, nesse inicio do fim, nenhum ombro amigo, agora. Vou partindo pensando em certas situações, e, enfim, deixando alguma mensagem pros que, em algum momento, fizeram parte da minha vida.
Em primeiro lugar, e bem merecido primeiro lugar, deixo para minha mãe, aqui, nessa carta, todo carinho que não fui capaz de te dar pessoalmente, nas relações pessoais. É assim, pensando exatamente nisso, que vou regozijando-me sentir privilegiado por alguma coisa. O único privilégio que não hei de mascarar é o de ser amado por quem me pôs nesse mundo. Minha mãe, tens sido uma heroína do mais altíssimo quilate. Não entro em questões pessoais, até para não culpar alguém pelo que ocorrerá no final dessa carta, entretanto, peço a todos que escolham muito bem suas companhias para o eterno. Não, não tenho sido uma pessoa exemplar, e muito menos um filho exemplar, sei e confesso, mas isso é outra questão.
Não sei o lugar do qual falo agora, nesse momento. Demasiadamente difícil sabê-lo. Nenhum esforço brota de mim agora, infelizmente. Deixo aqui algumas palavras à pessoa que conheci na última sexta-feira, mulher de atitude, é claro. Num tempo anterior teria eu pensado nela de outra forma, hoje a vejo como símbolo de um futuro não muito distante. Infelizmente, menina, não poderá banhar-se em meu corpo, e, como observei, não poderá você, mergulhar em meu interior, e tirar de mim o pouco que tenho: algum tico de conhecimento sobre pouca coisa. Pode parecer ingratidão minha, olhos claros pela escura, porém, também num futuro não muito distante, há de me entender, portanto, para ti, deixo meus contatos, meus livros, e minhas poesias. É verdade, uma noite contigo. Algumas noites contigo. Todas as noites contigo. Seriam, para mim, o máximo de prazer, excitação e aprendizado. Quase uma sexóloga! Gostei disso, disse você, foi uma cantada?Amei!Sabe, pensar em você me faz voltar atrás, porém, como há de observar, pensar em outra, faz-me seguir tenazmente objetivando o balaço da felicidade eterna.
Amigos, mais que camaradas, hão de me entender, vocês, sim, somente vocês, deverão me entender. Deixo para vocês, algumas mensagens, algumas palavras.
Não sejam, vocês meus amigos, instrumentos do ódio. Entretanto, ser instrumento do amor, não é a melhor alternativa. Sejam, como o curso de ciências sociais propõe que o sejam, seres racionais à cima de tudo. Confesso: a maldita da poesia não me deixou assim, e, talvez por isso, ou melhor, talvez por ela, tenho sido assim, duplo sentido, dupla personalidade, vocês não acham? Cansei, cansado estou agora... Deveríamos ter votado a favor do desarmamento. Uma PT 380 há de tirar-me as cervejas, os uísques, os baseados, o Lucky Strike, os peitos, as massagens, as vaginas, os livros, as crônicas, as poesias e o amor-perdido, e mesmo assim, há de me fazer mais feliz, mais conhecedor do meu Eu. Nunca se questionem sobre quem são, e o que vieram fazer aqui. Vocês, sem religião, sem zelo e somente com afeto, hão de terminar assim, como terminarei no final dessa carta.
Fica aqui meu pedido. Lembram da minha idéia, do blog? Sim, o blog publicado em forma de livro. Não o façam, peço. Embaixo da impressora localizada na escrivaninha, se encontra o login e a senha do meu blog. Tirem-no do ar assim que lerem esta carta, que por sinal estará publicada no blog. A baiana que conheci há um tempinho na internet, deixem-na com um beijo e um poema meu. Queria a oportunidade de ir a Salvador, beijar-lhe a boca, pôr minha cabeça em seu colo e ouvir suas palavras, que me parecem afetuosos, negra mais linda e inteligente, vinte aninhos, no auge do afeto. Ao pessoal da Bienal, ou melhor, do coletivo de cultura, tenho aqui todas as mesas, os debatedores e os contatos, apenas liguem meu notebook, está no Desktop. Aos do ME, deixo um grande tomar-no-cú-seus-burros, o coletivo de cultura fará a tão esperada revolução. Aos burocratas, deixo alguns poemas, e alguns textos, a fim de ensinar-lhes alguma coisa proveitosa.
Meu amor-perdido, nunca se sinta culpada pelo que ocorrerá comigo. Não tens culpa alguma, eu e a poesia somos os culpados por tudo, até pela ambigüidade na qual me tornei, portanto, ame outra pessoa, transe com outra pessoa, da forma como te ensinei. Olha, não me procure em outros homens, sou único, e além do mais poeta. Ah, não abandone seu Deus, e se em algum momento ele te abandonar, entregue-se a sua família, eles são tudo que tens.
Meus irmãos, não sejam idiotas, amem minha mãe e discutam com meu pai. Na primeira oportunidade ele cagará em suas caras e os colocará a andar.
Minhas antigas namoradas, não fiz por mal, apenas não as amava, briguem com minha atual ex, ela me teve, e, no fim, defecou pra mim, nesse momento, espero uma ligação dela, e tudo poderá mudar.
Atual ex, porra, estuda, garota. Fiz o que pude por você, se pudesse teria feito sua prova, até as da faculdade, tudo por amor e um pingo de pena, afinal não tens culpa de ser assim, tão desinteressada. Acho bem que tu estas com outro, mas isso não é da minha conta, não mais...
Garotas que peguei por ai, vocês não lerão meu blog nem terão noticias minhas. Deixo minhas lembranças, minhas eternas saudades.
Galera do CMRJ, amei ter encontrado vocês no sábado. Sejam felizes e gastem todo o dinheiro dos pais de vocês, façam jus, muita gente não tem pai, ou melhor, pai com grana.
Professores, tudo que aprendi com vocês me foi de muita valia, desculpem-me pelo desinteresse.
Estou ficando cansado e sem vontade de lembrar mais pessoas importantes. Um balaço atravessará minha boca e se alojará em meu cérebro. Desejo ser enterrado num cemitério barato, caralho, não gastem sua grana sofrida, gastem-na com bebida e viagens.
Terminei a carta, hei de publicá-la no blog agora mesmo. Ao lerem já não estarei mais convosco.

Um Abraço,

Ngamba Botero

sábado, 4 de outubro de 2008


Não sei não, é pra morrer de saudade, mesmo? Vai devagar, dê uma paradinha, olha!Atrás de você. Olhou? Eu, eu! Como?Não acredito, impossível! Se preocupe não, a felicidade é um estado passageiro, a tristeza é assim mesmo, ta sempre do nosso lado. Se choro é porque choro, e pronto, nada!Chorar até que é bom, não?Foi bom, chorar na quinta! Choremos daquele jeito novamente?

Ó, poxa, se preocupe não, coração bom é coração bom, e é assim, afinal... E eu?Eu mereço o que?Quem não merece o sofrimento? Me olha assim não. Pra ter aquele sorriso novamente, só estando do meu lado. Só comigo, me amando e sendo amada. Eu, talvez egocêntrico, mas duvido, do meu lado, não voltar a se apaixonar como antes. Quer tentar, gracinha?

Deixe-me assim não, madrugada como destino incerto.

Não, não é assim, já disse o que era. Eu era, assim, daquele jeito, meio que safado, daquele jeito me amavas e desejavas que eu fosse outro, e agora?Sou outro e dizes que não me amará, porque gostava era daquele, ingrato?Eu, nada sei, o pouco digo, sempre: não queres eu, desse jeito, meio que babando por você, sim, elas sentem nojinho, e você não é diferente, se queres o safado, ingrato, não o terá, não por mim, não por aquele, cujo único sentimento de alegria era vê-la triste. Enfim, as pessoas mudam...