Quem escreve?
- Amandla Awetú
- Rio, RJ, Brazil
- Moribundo SUBurbano. Estereotipado: bandido, maconheiro e marginal. Escritor, poeta e, portanto, miserável.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Ontem, noite chuvosa, fria e sem graça, eu chorei. Chorei não por estar num bairro muito distante do meu, uma hora da manhã, no frio e sem ninguém pra me fazer graça. Chorei por não achar o sentido que existe entre o voltar para casa e o ficar para sempre na rua, ou melhor- não quero virar mendigo- morar em outra casa, longe da minha cama e da minha família. Nada fazia a diferença. Não me orgulho de não fazer aqui o que faço em todos os outros textos: expressar-me verborragicamente, de modo que qualquer mentira por mim contada aqui, se torne realidade na cabeça de você, leitor que pouco me conhece. Aliás, poucos são os que me conhecem, ou ninguém me conhece, por que me abro, mas na minha cabeça sou muito mais do que posso ser concretamente, na vida real. Talvez eu seja o mundo todo pensando, sentindo e amando, mas ninguém nunca saberá e talvez nem eu mesmo. Bem, voltemos ao que interessa. Não, não voltemos, porque não vou dizer o motivo pelo qual chorei e não tive vontade de voltar para casa.
(comentem, ou então imagino que estou a falar com o vento)
(comentem, ou então imagino que estou a falar com o vento)
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Banho de Sinceridade
Vou passar essa noite consultando meus livros de filosofia, e os de psicanálise também, a fim de descobrir qualquer significado de amor cuja tônica não esteja relacionada a qualquer tipo de dor. Assim que encontrar, e hei de encontrar, é óbvio. Vou copiar, recortar e carregar na carteira, para ler sempre que algum infortúnio, de qualquer grandeza, venha me descontrolar.
Vou, amanhã pela manhã, consultar qualquer mãe ou pai de Santo, pra que esses me expliquem o motivo pelo qual fracasso em quase tudo, e pra além disso, o motivo pelo qual, depois de ter estragado tudo, me empenho a fim de reparar também tudo. Vou, também amanhã, procurar meus amigos, perguntar-lhes se sou um homem sincero e humilde e amigo pelo qual vale a pena morrer, ou pelo menos se atracar com qualquer gigante. Vou, na parte da noite, ligar para todas as mulheres que magoei direta ou indiretamente. Não vou pedir desculpas, isso eu sempre faço. Eu vou, depois de ter lido muito e consultado meus orixás, explicar porque tenho sido um merda, quase sempre.
Vou conversar pessoalmente com as pessoas que me deram chances extraordinárias de emprego, pesquisa, estágio e intercâmbio, e explicar o motivo pelo qual não fiz nada correto, e porque não aceitei os convites.
Vou dançar Salsa com minha mãe e beijar o rosto do meu pai, de modo que ele possa perceber que todos esses anos sem beijo e sem “eu te amo”, culminaram nesse beijo no rosto.
Vou avisar todas as mulheres que me paqueram e, que projetam qualquer tipo de futuro comigo, que já sou apaixonado, já choro por alguém, já quero casar e ter filhos com alguém, já tenho alguém que me completa dentro e fora da cama, e que só vou ficar com elas, se for pra suprir todas as vontades reprimidas durante muito tempo de namoro. Quero dizer que não tenho namorada, e isso nada tem a ver com o fato de estar apaixonado. Eu gosto de me apaixonar e por isso o desamor é tão doloroso assim.
Nem sempre serei o homem pelo qual vocês se apaixonaram.Eu não valho a pena!
Não me liguem mais.
Vou, amanhã pela manhã, consultar qualquer mãe ou pai de Santo, pra que esses me expliquem o motivo pelo qual fracasso em quase tudo, e pra além disso, o motivo pelo qual, depois de ter estragado tudo, me empenho a fim de reparar também tudo. Vou, também amanhã, procurar meus amigos, perguntar-lhes se sou um homem sincero e humilde e amigo pelo qual vale a pena morrer, ou pelo menos se atracar com qualquer gigante. Vou, na parte da noite, ligar para todas as mulheres que magoei direta ou indiretamente. Não vou pedir desculpas, isso eu sempre faço. Eu vou, depois de ter lido muito e consultado meus orixás, explicar porque tenho sido um merda, quase sempre.
Vou conversar pessoalmente com as pessoas que me deram chances extraordinárias de emprego, pesquisa, estágio e intercâmbio, e explicar o motivo pelo qual não fiz nada correto, e porque não aceitei os convites.
Vou dançar Salsa com minha mãe e beijar o rosto do meu pai, de modo que ele possa perceber que todos esses anos sem beijo e sem “eu te amo”, culminaram nesse beijo no rosto.
Vou avisar todas as mulheres que me paqueram e, que projetam qualquer tipo de futuro comigo, que já sou apaixonado, já choro por alguém, já quero casar e ter filhos com alguém, já tenho alguém que me completa dentro e fora da cama, e que só vou ficar com elas, se for pra suprir todas as vontades reprimidas durante muito tempo de namoro. Quero dizer que não tenho namorada, e isso nada tem a ver com o fato de estar apaixonado. Eu gosto de me apaixonar e por isso o desamor é tão doloroso assim.
Nem sempre serei o homem pelo qual vocês se apaixonaram.Eu não valho a pena!
Não me liguem mais.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Esse post é só porque tem tudo a ver comigo.
Nunca pensei que pudesse o homem sentir tanta saudade.
Dizem que a palavra não existe em nenhum outro idioma...
mas eu conheço o seu significado.
A alma procura a outra na velocidade do desatino.
Não há lugar senão para a busca.
Nenhuma satisfação que não seja o encontro.
Nenhum engano possível.
A alma sabe exatamente qual a outra é.
É aquela.
Em tudo maravilha, encontrada seria uma.
Um eterno abraço.
Por que não cala o trovão da mente?
Por que não seca a lágrima da obsessão?
Por que não cessa esta falta que enfraquece?
Essa dor que apenas cresce.
Porque não fecha o peito ardente.
Demente.
Ouve o abismo presente, ouve o ruido dos passos...
Então cai eternamente.
Eu não sei se é verdade que de saudade também se morre mas, é melhor morrer do que sentir saudade.
Domingos de Oliveira.
Nunca pensei que pudesse o homem sentir tanta saudade.
Dizem que a palavra não existe em nenhum outro idioma...
mas eu conheço o seu significado.
A alma procura a outra na velocidade do desatino.
Não há lugar senão para a busca.
Nenhuma satisfação que não seja o encontro.
Nenhum engano possível.
A alma sabe exatamente qual a outra é.
É aquela.
Em tudo maravilha, encontrada seria uma.
Um eterno abraço.
Por que não cala o trovão da mente?
Por que não seca a lágrima da obsessão?
Por que não cessa esta falta que enfraquece?
Essa dor que apenas cresce.
Porque não fecha o peito ardente.
Demente.
Ouve o abismo presente, ouve o ruido dos passos...
Então cai eternamente.
Eu não sei se é verdade que de saudade também se morre mas, é melhor morrer do que sentir saudade.
Domingos de Oliveira.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Do capeta e de outros demônios.
Será que eu estou com o capeta mesmo?
Não sei não, porque isso tem sido dito muito, ultimamente. Se eu bebo duas cervejas, dez, estou com o capeta. Se não tenho esposa, mas transo, estou com o capeta. Várias, determinadas situações, estou com o capeta. Você está com o capeta se não quer ter uma vida abastada, prefere fazer escolhas que o façam sentir-se bem, você está com o capeta, o capeta da mesquinharia, da falta de honra.
Ando cheio deles, dos capetas. Até por que sob esse ponto de vista, reduzido, pequeno e localizado no primeiro degrau no entendimento, o que faça não é nada maior do feito por vocês.
Eu não quero riqueza enquanto mil dos meus estão cada vez mais pobres, por causa disso. Inclusive seus fiéis, todos eles. Todo mundo com o capeta, por que eles, também bebem, fumam, cheiram, transam o dia inteiro. Justamente pela situação de serem por vocês, explorados. E explorados da forma mais baixa possível, pela sensibilidade e dúvida do que serão e para onde irão, assim que morrerem, só querem uma vida melhor.
Não sei não, porque isso tem sido dito muito, ultimamente. Se eu bebo duas cervejas, dez, estou com o capeta. Se não tenho esposa, mas transo, estou com o capeta. Várias, determinadas situações, estou com o capeta. Você está com o capeta se não quer ter uma vida abastada, prefere fazer escolhas que o façam sentir-se bem, você está com o capeta, o capeta da mesquinharia, da falta de honra.
Ando cheio deles, dos capetas. Até por que sob esse ponto de vista, reduzido, pequeno e localizado no primeiro degrau no entendimento, o que faça não é nada maior do feito por vocês.
Eu não quero riqueza enquanto mil dos meus estão cada vez mais pobres, por causa disso. Inclusive seus fiéis, todos eles. Todo mundo com o capeta, por que eles, também bebem, fumam, cheiram, transam o dia inteiro. Justamente pela situação de serem por vocês, explorados. E explorados da forma mais baixa possível, pela sensibilidade e dúvida do que serão e para onde irão, assim que morrerem, só querem uma vida melhor.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Um dia desses tive completa certeza de que aprendi a amar um pouco mais o ser humano. Aprendi até a ser mais humano, mais amável. E a ouvir um pouco mais, embora essa seja uma das minhas qualidades.
Conheci uma mulher, que devia ter lá os seus 43 anos de idade. Olhos tristes e fala mansa. É uma mãe de Santo, filha de odé, caçador, conhecedor e amável também. Me identifiquei na hora, enfim, também sou de odé, e a gente vai aprendendo a se amar, com o tempo.
Conheci uma mulher, que devia ter lá os seus 43 anos de idade. Olhos tristes e fala mansa. É uma mãe de Santo, filha de odé, caçador, conhecedor e amável também. Me identifiquei na hora, enfim, também sou de odé, e a gente vai aprendendo a se amar, com o tempo.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Dez perguntas que te farei quando você voltar de viagem:
1- Vamos noivar?
2- Deixa eu massagear seus pés?
3- Vamos foder o dia inteiro?
4- Vamos aprender a dançar qualquer dança, juntos?
5- Vamos morar juntos?
6- Vamos, juntos, falar bem de tudo que o outro faz?
7- Vamos foder o dia inteiro?
8- Deixa eu te colocar pra dormir?
9- Vamos ser felizes, pra que todos que estejam a nossa volta, sejam felizes também?
10- Vamos foder o dia inteiro?
Adaptado de Domingos Oliveira em "Separações".
1- Vamos noivar?
2- Deixa eu massagear seus pés?
3- Vamos foder o dia inteiro?
4- Vamos aprender a dançar qualquer dança, juntos?
5- Vamos morar juntos?
6- Vamos, juntos, falar bem de tudo que o outro faz?
7- Vamos foder o dia inteiro?
8- Deixa eu te colocar pra dormir?
9- Vamos ser felizes, pra que todos que estejam a nossa volta, sejam felizes também?
10- Vamos foder o dia inteiro?
Adaptado de Domingos Oliveira em "Separações".
Rir pra não chorar!
Ela também disse que não valia a pena voltar a se apaixonar por mim. Também disse que não tinha coragem de sofrer tudo novamente. Seu coração não suportaria. À parte isso, me informou que nunca mais amou ninguém, da forma como a qual me amou.
Percebi ter perdido mais um amor. Observo que ainda hei de perder muitos mais. Aliás, perco-os dia após dia. Embora me sinta lisonjeado ao ter a certeza de que todas as que vieram, e todas as que ainda virão, não encontrarão alguém assim, como eu.
O que elas não entendem é que não tenho nada, e é justamente por isso que minha única ocupação é parecer apaixonante e apaixonado.
Confesso não ser o parceiro ideal. Portanto, não me venham com conclusões e arrependimentos a poster, por que já su apaixonado e não em custa nada me apaixonar por mais três, quatro, ou seja lá quantas passarem pelo meu caminho.
Percebi ter perdido mais um amor. Observo que ainda hei de perder muitos mais. Aliás, perco-os dia após dia. Embora me sinta lisonjeado ao ter a certeza de que todas as que vieram, e todas as que ainda virão, não encontrarão alguém assim, como eu.
O que elas não entendem é que não tenho nada, e é justamente por isso que minha única ocupação é parecer apaixonante e apaixonado.
Confesso não ser o parceiro ideal. Portanto, não me venham com conclusões e arrependimentos a poster, por que já su apaixonado e não em custa nada me apaixonar por mais três, quatro, ou seja lá quantas passarem pelo meu caminho.
sábado, 5 de setembro de 2009

Por mais que o amor esteja sempre ligado ao ódio, a dor e a outros substantivos não muito agradáveis. sempre dei uma chance a ele. Sempre tentei dar mais do que pude, e dessa forma fui magoando fingidamente os que foram me amando de forma verdadeira.
Continuo dando uma chance ao amor. Sempre continuarei. Embora, atualmente, mais maduro e sincero comigo mesmo, digo de peito aberto: não quero mais amar a ninguém.
(Ngamba Botero)
sábado, 1 de agosto de 2009
Término de namoro
Era o sexto aniversário de namoro do casal. Decidiram comemorar num bar e três horas depois, partiram para um motel.
Na cama, ele avança a beijá-la devagar, não perdendo a oportunidade de acariciar sua nuca. Progredia passo por passo. Passava a mão na barriga dela e, milímetro por milímetro, ele desce, almejando beijar os seios da namorada, mas é travado repentinamente, convidado a continuar o beijo na boca. Ele beija, espera, e um tempo depois, desloca sua boca em direção ao sexo dela, entretanto, é impedido pela seguinte indagação:
- Me faz uma massagem antes?Disse ela.
Ele responde com uma indagação para si mesmo:
- Eu aqui, prestes a devorá-la, e você querendo massagem?
Ele não hesita em fazer a massagem. Queria transar aquela noite, e não discutir relação.
No dia seguinte ele diz a ela que precisa de espaço. Decide terminar e termina.
Quando a massagem assume o lugar das preliminares, é hora de terminar o relacionamento. Fizestes o correto.
Na cama, ele avança a beijá-la devagar, não perdendo a oportunidade de acariciar sua nuca. Progredia passo por passo. Passava a mão na barriga dela e, milímetro por milímetro, ele desce, almejando beijar os seios da namorada, mas é travado repentinamente, convidado a continuar o beijo na boca. Ele beija, espera, e um tempo depois, desloca sua boca em direção ao sexo dela, entretanto, é impedido pela seguinte indagação:
- Me faz uma massagem antes?Disse ela.
Ele responde com uma indagação para si mesmo:
- Eu aqui, prestes a devorá-la, e você querendo massagem?
Ele não hesita em fazer a massagem. Queria transar aquela noite, e não discutir relação.
No dia seguinte ele diz a ela que precisa de espaço. Decide terminar e termina.
Quando a massagem assume o lugar das preliminares, é hora de terminar o relacionamento. Fizestes o correto.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Não te amei no início.
Te amei mais e mais
Com o passar do tempo,
E isso era eterno.
Eu não amava teu sexo,
E sim tua companhia.
Eu não amava teu corpo,
Que em dias de chuva era lindo,
Mas no sol, nem era tudo isso.
Amava o que tu não falavas,
E o que falavas, pra mim, era sublime.
Com o passar do tempo
E vários momentos juntos,
Eu já te amava mais do que me amava,
Por que já não conversava comigo.
Não tinha outra mão,
Outro peito,
Que me afagasse e me acolhesse,
E outro umbigo, que não fosse o teu,
Meu ninho!
Te amei mais e mais
Com o passar do tempo,
E isso era eterno.
Eu não amava teu sexo,
E sim tua companhia.
Eu não amava teu corpo,
Que em dias de chuva era lindo,
Mas no sol, nem era tudo isso.
Amava o que tu não falavas,
E o que falavas, pra mim, era sublime.
Com o passar do tempo
E vários momentos juntos,
Eu já te amava mais do que me amava,
Por que já não conversava comigo.
Não tinha outra mão,
Outro peito,
Que me afagasse e me acolhesse,
E outro umbigo, que não fosse o teu,
Meu ninho!
terça-feira, 28 de julho de 2009
Tenho, ligeiramente, estragado tudo.
Miseravelmente, negado tudo.
Esquecido de tudo.
Magoado, pouquinho por pouquinho,
Tudo.
Sinceramente, tenho sido o que não nasci para ser.
O que mil querem que eu seja,
Sem ao menos eu mesmo almejar ser.
E vou imaginando quem sou eu agora.
Quem eu poderia ter sido e quem,
Eu seria agora, ao invés de escrever poemas
De madrugada, e sobre a madrugada.
Lascivamente eu engano duas, três, e, talvez quatro.
Pra que todas elas fiquem de quatro.
Eu me engane, alto.
Como se ser poeta fosse ser eloqüente.
Como se ser poeta fosse, antes de tudo, inteligente!
Eu não sou nada porque do nada eu vim,
E pro nada tenho caminhado.
E os meandros, falsos,
Fazem de mim mais falso que o falso que me falseia.
E vou-me sendo nada, já que perdi de tudo,
No caminho da mentira, me torno, cada vez mais,
Inconcluso.
Miseravelmente, negado tudo.
Esquecido de tudo.
Magoado, pouquinho por pouquinho,
Tudo.
Sinceramente, tenho sido o que não nasci para ser.
O que mil querem que eu seja,
Sem ao menos eu mesmo almejar ser.
E vou imaginando quem sou eu agora.
Quem eu poderia ter sido e quem,
Eu seria agora, ao invés de escrever poemas
De madrugada, e sobre a madrugada.
Lascivamente eu engano duas, três, e, talvez quatro.
Pra que todas elas fiquem de quatro.
Eu me engane, alto.
Como se ser poeta fosse ser eloqüente.
Como se ser poeta fosse, antes de tudo, inteligente!
Eu não sou nada porque do nada eu vim,
E pro nada tenho caminhado.
E os meandros, falsos,
Fazem de mim mais falso que o falso que me falseia.
E vou-me sendo nada, já que perdi de tudo,
No caminho da mentira, me torno, cada vez mais,
Inconcluso.
sábado, 13 de junho de 2009
Dia dos Namorados
Ontem, tarde da noite, acho que por volta de umas onze horas. Tive a sensação de que nem tudo é para sempre, assim mesmo: clichê. Percebi que os amores perdidos, nada mais são, que amores deixados de lado, ou melhor, do lado esquerdo do peito, porém, esquecidos, até que outro amor tome o espaço do passado.
Em meio aos convites para sair, preferi ficar em casa. Não ia sair apenas por estar solteiro. Certo, nem lembro a última sexta-feira que passei em casa, entretanto, já vou me acostumando com o desamor. E não a driblar o desamor.
Em meio aos convites para sair, preferi ficar em casa. Não ia sair apenas por estar solteiro. Certo, nem lembro a última sexta-feira que passei em casa, entretanto, já vou me acostumando com o desamor. E não a driblar o desamor.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Cotas: Meia entrada
Há um tempo, um pouco mais jovem, e talvez até um pouco mais esperançoso. Acreditava em uma das frases mais famosas sobre jovens e nações: “os jovens são o futuro da nação”. De certo, quase todos já ouviram ou leram essa frase. Talvez, nem todo jovem tenha acreditado nela. Na verdade, não sei se os mais espertos não acreditam, ou se os mais espertos são os que, na verdade, tentam acreditar. Questão de gosto, ou classe... Bom, a questão é que vem se tornando cada vez mais difícil, acreditar em frases como essa aí de cima. E eu nem estou tirando isso da minha cabeça, assim, como em certos momentos de instabilidade emocional, não... Eu comprovo e provo: ou querem que a juventude não seja mais o futuro da nação, ou então, que o futuro desse País seja forjado por jovens que nunca tenham ido a um teatro, casa de show ou até algum evento esportivo.
Acontece que boa parte dos artistas e dos produtores culturais tem-se organizado a fim de reduzir o número de estudantes e idosos, que podem ser beneficiados com a meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Esse seguimento, que certamente é contra a democratização dos bens culturais, usa o argumento cujo centro é a emissão de carteirinhas falsificadas e o baixo lucro do setor cultural. Impossível discordar desse argumento?Óbvio. Se querem aplicar cotas de 40% para o total de assentos, afirmando o grande número de pessoas que usam meia-entrada( cerca de 80% do total de cadeiras), por qual motivo não aumentar a fiscalização sobre a emissão de carteirinhas, barrando assim os falsificadores? Parece fácil encontrar uma solução, não?Bom, para mim e você sim. E para os produtores culturais, artistas e senadores relatores? Irrelevante! Nem pautam a centralização da emissão de carteirinhas, deixando transparecer o principal objetivo da regulamentação da meia-entrada, como a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), relatora do projeto, deixou claro em entrevista para a Folha Online: "Não acredito [que a cota restringe o acesso à cultura]. Os espetáculos culturais no país vão continuar e 40% de ingressos irão continuar garantidos para estudantes ou idosos que queiram ir", disse.
Não é por nada não, mas negar o acesso à cultura em detrimento do maior lucro possível já é um pouquinho de sacanagem, ou avareza, se preferir.
Eu faço o que posso, coloco a boa no trombone por que adoro ir ao teatro e ao cinema. Descarto até os jogos de futebol, mas há quem goste.
Eu não quero ter que chegar num show e ser barrado na porta. Enfim, não tenho grana pra pagar cem reais num teatro.
Acontece que boa parte dos artistas e dos produtores culturais tem-se organizado a fim de reduzir o número de estudantes e idosos, que podem ser beneficiados com a meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Esse seguimento, que certamente é contra a democratização dos bens culturais, usa o argumento cujo centro é a emissão de carteirinhas falsificadas e o baixo lucro do setor cultural. Impossível discordar desse argumento?Óbvio. Se querem aplicar cotas de 40% para o total de assentos, afirmando o grande número de pessoas que usam meia-entrada( cerca de 80% do total de cadeiras), por qual motivo não aumentar a fiscalização sobre a emissão de carteirinhas, barrando assim os falsificadores? Parece fácil encontrar uma solução, não?Bom, para mim e você sim. E para os produtores culturais, artistas e senadores relatores? Irrelevante! Nem pautam a centralização da emissão de carteirinhas, deixando transparecer o principal objetivo da regulamentação da meia-entrada, como a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), relatora do projeto, deixou claro em entrevista para a Folha Online: "Não acredito [que a cota restringe o acesso à cultura]. Os espetáculos culturais no país vão continuar e 40% de ingressos irão continuar garantidos para estudantes ou idosos que queiram ir", disse.
Não é por nada não, mas negar o acesso à cultura em detrimento do maior lucro possível já é um pouquinho de sacanagem, ou avareza, se preferir.
Eu faço o que posso, coloco a boa no trombone por que adoro ir ao teatro e ao cinema. Descarto até os jogos de futebol, mas há quem goste.
Eu não quero ter que chegar num show e ser barrado na porta. Enfim, não tenho grana pra pagar cem reais num teatro.
domingo, 8 de março de 2009
A ignorância fátua, que pairava sob meu corpo
Durante duas luas e catorze pernas,
Devagar tentava me dissipar dela, mas,
Ignorantemente, eu continuava pensando nela,
Em algo que, talvez, nem soubesse o que era.
E não foi. E inconsequentemente retornei até o passado,
E me vi, mais uma vez, enlaçado nos seus passos,
Como quem quisesse alguma coisa, sem saber ao certo
O que era.
E num esforço incomum fui-me aproximando do que,
Mais que tudo, imaginava ser minha felicidade:
A presença de alguém.
E tive medo, mas também tive esperança, já que
Tinha nada, nem eu me tinha mais.
Mil vezes hesitei. Mil vezes caminhei até ela, percebendo seu desdém.
O que me fazia caminhar mais e mais, como quem anda
Em direção ao caos do destino. Eu caminhei sendo, cada vez,
Mais feliz, ou burramente feliz. E fui quem não era.
E me enquadrei na moldura de quem tem mais medo que sorte.
Mais amigos que deuses. E então tive de chorar.
Como quem chora à noite, solitário, mas na parte da manhã
Finge ser amante.
Durante duas luas e catorze pernas,
Devagar tentava me dissipar dela, mas,
Ignorantemente, eu continuava pensando nela,
Em algo que, talvez, nem soubesse o que era.
E não foi. E inconsequentemente retornei até o passado,
E me vi, mais uma vez, enlaçado nos seus passos,
Como quem quisesse alguma coisa, sem saber ao certo
O que era.
E num esforço incomum fui-me aproximando do que,
Mais que tudo, imaginava ser minha felicidade:
A presença de alguém.
E tive medo, mas também tive esperança, já que
Tinha nada, nem eu me tinha mais.
Mil vezes hesitei. Mil vezes caminhei até ela, percebendo seu desdém.
O que me fazia caminhar mais e mais, como quem anda
Em direção ao caos do destino. Eu caminhei sendo, cada vez,
Mais feliz, ou burramente feliz. E fui quem não era.
E me enquadrei na moldura de quem tem mais medo que sorte.
Mais amigos que deuses. E então tive de chorar.
Como quem chora à noite, solitário, mas na parte da manhã
Finge ser amante.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Não há como toda noite não ser triste
Como não há como ser poeta
Não tendo um papel e uma caneta
Não tendo lido mil livros não há
Como ser feliz nas noites chuvosas ouvindo o tiritar
Das gotas no zinco.
Não há como ser livre quando se ama.
Todas as noites são tristes para um poeta
Todo dia é noite para quem não enxerga
Há possibilidade de o cego ser feliz, um dia?
À noite nada existe.
À noite nada passa a existir enquanto as contradições
E desigualdades ainda persistirem.
Não há noite feliz nem felicidade perdida já que nada se teve um dia.
Como não há como ser poeta
Não tendo um papel e uma caneta
Não tendo lido mil livros não há
Como ser feliz nas noites chuvosas ouvindo o tiritar
Das gotas no zinco.
Não há como ser livre quando se ama.
Todas as noites são tristes para um poeta
Todo dia é noite para quem não enxerga
Há possibilidade de o cego ser feliz, um dia?
À noite nada existe.
À noite nada passa a existir enquanto as contradições
E desigualdades ainda persistirem.
Não há noite feliz nem felicidade perdida já que nada se teve um dia.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Eu escrevo o que eu quero
Não escrevo simplesmente porque escrevo
Não escrevo porque, humildemente,
Sinto vontade de escrever.
Não escrevo porque quero
Nem porque quero ser eterno.
Quando escrevo simplesmente porque escrevo,
Ao contrário do que pensam,
Não me sinto mais perto dos Deuses;
Simplesmente me sinto mais humanamente
Perto de mim mesmo.
Escrevo, sendo o que, infelizmente, nunca queria ter sido.
E sendo, me distancio do ser pequeno,
Paradoxalmente, o único ser que queria ter sido, antes de escrever.
Queria parar de escrever, mas nem eu sei por que escrevo.
E escrevendo vou me construindo:
Me tornando o que não quero,
Sendo, o que querem que eu seja.
É por isso que não sigo regras
É por isso que não sigo as rimas convencionais
Por isso não escrevo quando quero
E o melhor: quando querem.
Aí vou querendo que se foda a norma culta.
Porque também não sigo convenções
E nem sou manipulado.
E escrevo porque escrevo.
Por mais nada
Por mais que tudo
Por mais que me paguem.
Dessa forma eu sou livre
E dessa forma:
Eu escrevo o que eu quero.
(Edson Santana)28/12/2008
Não escrevo porque, humildemente,
Sinto vontade de escrever.
Não escrevo porque quero
Nem porque quero ser eterno.
Quando escrevo simplesmente porque escrevo,
Ao contrário do que pensam,
Não me sinto mais perto dos Deuses;
Simplesmente me sinto mais humanamente
Perto de mim mesmo.
Escrevo, sendo o que, infelizmente, nunca queria ter sido.
E sendo, me distancio do ser pequeno,
Paradoxalmente, o único ser que queria ter sido, antes de escrever.
Queria parar de escrever, mas nem eu sei por que escrevo.
E escrevendo vou me construindo:
Me tornando o que não quero,
Sendo, o que querem que eu seja.
É por isso que não sigo regras
É por isso que não sigo as rimas convencionais
Por isso não escrevo quando quero
E o melhor: quando querem.
Aí vou querendo que se foda a norma culta.
Porque também não sigo convenções
E nem sou manipulado.
E escrevo porque escrevo.
Por mais nada
Por mais que tudo
Por mais que me paguem.
Dessa forma eu sou livre
E dessa forma:
Eu escrevo o que eu quero.
(Edson Santana)28/12/2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Tu, que já não me odeia como antes
O que fará daqui pra frente?
Qual será seu passo adiante?
E se eu amar outra de repente?
A raiva te ajudou no passado
Hoje só ama o que não fui
Sozinha será de outro falso
E a dor retorna ao peito e flui,
Para alegria dos desgraçados
Que choram sem terem tido um amor
Que choram por nunca terem amado.
Para tristeza dos amores recíprocos
Para tristeza de quem amo
Por quem percorreria o infinito.
O que fará daqui pra frente?
Qual será seu passo adiante?
E se eu amar outra de repente?
A raiva te ajudou no passado
Hoje só ama o que não fui
Sozinha será de outro falso
E a dor retorna ao peito e flui,
Para alegria dos desgraçados
Que choram sem terem tido um amor
Que choram por nunca terem amado.
Para tristeza dos amores recíprocos
Para tristeza de quem amo
Por quem percorreria o infinito.
Não importa,
Não quero saber de nada
Sua presença me incomoda
Não venha mais na minha casa.
Te praguejo assim por dentro
Por fora transpareço
O quanto ainda te mereço
Pra não cair no desalento.
Por medo de te amar de novo
Te odeio dia e noite
Lembranças são açoites
Em minha mente causam estorvo.
Posso nem te ver passando
Que já perco meu sossego
Pra você peço arrego
Tudo isso porque te amo.
Não quero saber de nada
Sua presença me incomoda
Não venha mais na minha casa.
Te praguejo assim por dentro
Por fora transpareço
O quanto ainda te mereço
Pra não cair no desalento.
Por medo de te amar de novo
Te odeio dia e noite
Lembranças são açoites
Em minha mente causam estorvo.
Posso nem te ver passando
Que já perco meu sossego
Pra você peço arrego
Tudo isso porque te amo.
domingo, 14 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
Se existe amor: Para um amor eterno.
De verdade, o que cabe
Entre duas mãos amantes
Dois corações delirantes
Algo mais que amizade?
Carrego pesando em mim
Um coração apaixonado
Meia dúzia de escárnios
Palavras poços de mágoas
Sem um fim.
Ah! Como eu queira agora um fim
Tudo e todos a me paparicar
Eu tentando continuar a acreditar
Num amor que para mim, foi e
Não está sendo ruim.
Lêem-se mil livros
Têm-se dois mil amigos
Definitivamente, amor,
Quero morrer com ou sem
Você comigo
Amar o mundo como amava
Mil dias dormindo contigo,
Te fazendo carinho.
Entre duas mãos amantes
Dois corações delirantes
Algo mais que amizade?
Carrego pesando em mim
Um coração apaixonado
Meia dúzia de escárnios
Palavras poços de mágoas
Sem um fim.
Ah! Como eu queira agora um fim
Tudo e todos a me paparicar
Eu tentando continuar a acreditar
Num amor que para mim, foi e
Não está sendo ruim.
Lêem-se mil livros
Têm-se dois mil amigos
Definitivamente, amor,
Quero morrer com ou sem
Você comigo
Amar o mundo como amava
Mil dias dormindo contigo,
Te fazendo carinho.
Olha que interessante: já vi neoliberal pobre, já vi comunista pobre, já vi capitalista pobre, mas nunca vi um anarquista pobre, por que será?
Bom, o neoliberal pobre a gente até entende. Vários são os fatores que o levam a pensar de forma individualista: extraindo o foco do Estado e eximindo os fatores sociais, ele, que na maioria das vezes é o que obteve “sucesso”, ou por estar dentro de uma universidade, ou por tornar-se um milionário-jogador-de-futebol, acredita cegamente, que o “sucesso” alheio, depende única e exclusivamente do esforço de cada um. Diz ele, o neoliberal pobre, com a mesma infantilidade do aluno-de-pré-vestibular-particular-de-classe-média que passa pra UERJ: “ah, a oportunidade está aí, é só estudar... vira juiz quem quer; vira ladrão quem já nasceu safado, semente do mal*!” e dessa forma, sela sua estupidez, e se torna contra qualquer política de inclusão social. Mas não devemos ter pena do neoliberal pobre não, não mesmo, ele até que é esperto, até que é inteligente, já que ganha milhões ou estuda na PUC, UERJ, Estácio, UFRJ... Ele, que não gosta de pobre por que nasceu pobre, conhece muito bem a raça de pobre e almeja deixar de ser pobre, mas pobre de quê?
O capitalista pobre é sempre aquele em cima do muro, é aquele que acredita no jornal nacional e na veja. O que não é comunista, ou por gostar muito de dinheiro e imaginar que num país socialista todos seriam iguais, e isso é chato pra ele, já que quer ser rico um dia, mas não sabe como, ou por crer de pé junto- o capitalista pobre é religioso- que o regime comunista é autoritário- como se o capitalismo não o fosse, é claro, da sua maneira. Não é liberal pois não tem convicção de que pode ser o que quiser, já que não é nada, mas almeja ser e sabe a dificuldade. Esse é o capitalista pobre e/ou o pobre capitalista.
O comunista pobre é o comunista pobre, o pobre que, talvez, deseja passar de subalterno para igual; de subalterno para subordinador- nem fizemos uma revolução e já conheço alguns. Esse tipo de pobre é mais fácil de entender, apesar de ser minoria, já que a classe dos pobres é subdividida e subdividida e subdividida...
O pobre anarquista, ou melhor, o anarquista, sempre sabe o que faz, ou seja: o que não faz. O anarquista não defeca e pára, e muito menos defeca e anda, só defeca. Ele, em sua plena capacidade mental, simplesmente não quer se comprometer, ou seja, nada quer fazer. O anarquista quase sempre não é anarquista, é um pseudo-anarquista. O pseudo-anarquista, quase sempre diverge do neoliberal, mas, e ele sabe disso, faz o mesmo: fica calado e torna-se individualista, desconsiderando tudo que é externo a ele, ou seja, externo a todos. O anarquista nunca é pobre, o pobre, nunca um anarquista. O pobre, mesmo o subalternado, manipulado ou dominado, um dia, terá consciência de classe, e deixará de ser pobre, já que nesse dia, as classes deixarão de existir. O anarquista não tem consciência de nada, nem mesmo o quanto custa uma universidade particular de qualidade, já que é seu papai quem a paga a sua, centavo por centavo...
Bom, o neoliberal pobre a gente até entende. Vários são os fatores que o levam a pensar de forma individualista: extraindo o foco do Estado e eximindo os fatores sociais, ele, que na maioria das vezes é o que obteve “sucesso”, ou por estar dentro de uma universidade, ou por tornar-se um milionário-jogador-de-futebol, acredita cegamente, que o “sucesso” alheio, depende única e exclusivamente do esforço de cada um. Diz ele, o neoliberal pobre, com a mesma infantilidade do aluno-de-pré-vestibular-particular-de-classe-média que passa pra UERJ: “ah, a oportunidade está aí, é só estudar... vira juiz quem quer; vira ladrão quem já nasceu safado, semente do mal*!” e dessa forma, sela sua estupidez, e se torna contra qualquer política de inclusão social. Mas não devemos ter pena do neoliberal pobre não, não mesmo, ele até que é esperto, até que é inteligente, já que ganha milhões ou estuda na PUC, UERJ, Estácio, UFRJ... Ele, que não gosta de pobre por que nasceu pobre, conhece muito bem a raça de pobre e almeja deixar de ser pobre, mas pobre de quê?
O capitalista pobre é sempre aquele em cima do muro, é aquele que acredita no jornal nacional e na veja. O que não é comunista, ou por gostar muito de dinheiro e imaginar que num país socialista todos seriam iguais, e isso é chato pra ele, já que quer ser rico um dia, mas não sabe como, ou por crer de pé junto- o capitalista pobre é religioso- que o regime comunista é autoritário- como se o capitalismo não o fosse, é claro, da sua maneira. Não é liberal pois não tem convicção de que pode ser o que quiser, já que não é nada, mas almeja ser e sabe a dificuldade. Esse é o capitalista pobre e/ou o pobre capitalista.
O comunista pobre é o comunista pobre, o pobre que, talvez, deseja passar de subalterno para igual; de subalterno para subordinador- nem fizemos uma revolução e já conheço alguns. Esse tipo de pobre é mais fácil de entender, apesar de ser minoria, já que a classe dos pobres é subdividida e subdividida e subdividida...
O pobre anarquista, ou melhor, o anarquista, sempre sabe o que faz, ou seja: o que não faz. O anarquista não defeca e pára, e muito menos defeca e anda, só defeca. Ele, em sua plena capacidade mental, simplesmente não quer se comprometer, ou seja, nada quer fazer. O anarquista quase sempre não é anarquista, é um pseudo-anarquista. O pseudo-anarquista, quase sempre diverge do neoliberal, mas, e ele sabe disso, faz o mesmo: fica calado e torna-se individualista, desconsiderando tudo que é externo a ele, ou seja, externo a todos. O anarquista nunca é pobre, o pobre, nunca um anarquista. O pobre, mesmo o subalternado, manipulado ou dominado, um dia, terá consciência de classe, e deixará de ser pobre, já que nesse dia, as classes deixarão de existir. O anarquista não tem consciência de nada, nem mesmo o quanto custa uma universidade particular de qualidade, já que é seu papai quem a paga a sua, centavo por centavo...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Na verdade o que quero,
É sim, um pouco de afeto.
Poder te olhar de fronte, reto
E bem de perto,
Chorando lágrima por lágrima
Derramando em você o meu amor
Atualmente tão incrédulo.
Falso é o poeta que não chora
Bate, agoniado a porta e,
Nunca mais, por ter sofrido,
Volta, pede ou implora.
Na vastidão dos três pares
De pernas
Caminhei por aquelas terras
Desérticas
E só encontrei inocência,
Entre duas pernas abertas.
Olha, pouquinho de devassidão
Faz parte assim, como faz parte de mim
Esse pobre coração
De poeta que,
Desvairado, chora ao seu lado,
Tentando não ser, o que foi no passado.
Calado, ouço e choro o lado amargo
Dos que, de certa forma, foram abandonados.
Palavras tolas fazem de mim,
Mais tolo ainda, para assim,
Querer, voltar a mergulhar nessas duas
Praias de leite sem fim.
Pela bacia magra, fraca,
Pedindo minha carga
Hoje tão amarga.
Larga tudo e vem fraca,
Como quem quer ser alçada
Num vôo de garça,
Ser, minha amada.
Deixo ai meu coração calmo
Contigo, sei que terá ele afago.
Calmo, espero o fogo mais que tácito
Que tu aprendeste com os caras amargos,
Tentando vingar-se das minhas palavras
Lançadas no vácuo do teu peito frágil.
Nunca é tarde para amar, fruto-maduro.
É sim, um pouco de afeto.
Poder te olhar de fronte, reto
E bem de perto,
Chorando lágrima por lágrima
Derramando em você o meu amor
Atualmente tão incrédulo.
Falso é o poeta que não chora
Bate, agoniado a porta e,
Nunca mais, por ter sofrido,
Volta, pede ou implora.
Na vastidão dos três pares
De pernas
Caminhei por aquelas terras
Desérticas
E só encontrei inocência,
Entre duas pernas abertas.
Olha, pouquinho de devassidão
Faz parte assim, como faz parte de mim
Esse pobre coração
De poeta que,
Desvairado, chora ao seu lado,
Tentando não ser, o que foi no passado.
Calado, ouço e choro o lado amargo
Dos que, de certa forma, foram abandonados.
Palavras tolas fazem de mim,
Mais tolo ainda, para assim,
Querer, voltar a mergulhar nessas duas
Praias de leite sem fim.
Pela bacia magra, fraca,
Pedindo minha carga
Hoje tão amarga.
Larga tudo e vem fraca,
Como quem quer ser alçada
Num vôo de garça,
Ser, minha amada.
Deixo ai meu coração calmo
Contigo, sei que terá ele afago.
Calmo, espero o fogo mais que tácito
Que tu aprendeste com os caras amargos,
Tentando vingar-se das minhas palavras
Lançadas no vácuo do teu peito frágil.
Nunca é tarde para amar, fruto-maduro.
domingo, 30 de novembro de 2008
Um dia, me mandaram esse trecho, da música Tatuagem, do Chico:
“Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço”
Entendi muito bem o trecho. Até o guardei. Até acreditei nele. Hoje, um pouco mais experiente, não acreditaria nele. Não o guardaria. Faria o que fiz, há pouco tempo. Rasgando-o, tentando dilacerar o restinho de passado, que ainda morava no meu cotidiano. A ingenuidade dessa pessoa, que mandou esse trecho, extrapolou os limites da compreensão do amor. Achava que me amava. E hoje, manda esse trecho pra outra pessoa. Bom, entendo muito bem. Até compreendo. Faz parte. É a vida.
“Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço”
Entendi muito bem o trecho. Até o guardei. Até acreditei nele. Hoje, um pouco mais experiente, não acreditaria nele. Não o guardaria. Faria o que fiz, há pouco tempo. Rasgando-o, tentando dilacerar o restinho de passado, que ainda morava no meu cotidiano. A ingenuidade dessa pessoa, que mandou esse trecho, extrapolou os limites da compreensão do amor. Achava que me amava. E hoje, manda esse trecho pra outra pessoa. Bom, entendo muito bem. Até compreendo. Faz parte. É a vida.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Caminhei sozinho, hoje, o dia todo. Em qualquer lugar, caminhei sozinho. Todos os lugares pelos quais passava, passava sozinho. Embora, sempre que parava, alguém parava comigo, aí já não estava mais sozinho. Mesmo assim, quando voltava a caminhar, caminhava sozinho. Sentava, e alguém vinha, e sentava ao meu lado. Passava, e todos me acenavam, e mesmo assim, passei sozinho. Aqui na faculdade, muita gente sabe quem sou, ainda que, poucos saibam o que sinto. Também não sei se o que sinto importa a alguém, ou se alguém se importa com o que sinto, sei lá, metrópole é assim mesmo. Continuei caminhando até agora, 18h12min. Caminhei pensando nesse texto. Mesmo andando sozinho, falei com meu celular, que representa alguém distante, alguém a um mês de distância. Pessoa que senti ontem, estar morta para mim.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
A mulher a quem confiei meu carinho e apreço, hoje, disse-me que está ficando com outro. Não entendi de início. Logo depois ela veio me dizer, que esse rapaz, com o qual ela passou alguns dias junto, apresentou a família e, provavelmente transou, seria o cara ideal pra ela. Embora tenha me dito ter medo de assumir algo mais sério. Percebi em suas palavras que, o que ela quer mesmo é ficar com ele. Digo que não entendi de início, pois a única semana na qual não conversamos, ela conhece outro cara, se apaixona por outro cara e me deixa. Bom, não sei ao certo se ela vai me deixar. Também não me importo muito com isso. Já fui deixado de lado, e pior, por pessoas que eu amava. Sinto-me mais seguro agora. Hei de encontrar alguém assim, que combine comigo, cedo ou tarde. Enfim, não importa, estou curtindo a vida.
24 de novembro de 2008.
Hoje, morro de saudades, pois para mim, é como se você tivesse morrido. Já nem lembro a última vez que a vi; já a última sonoridade da tua voz, não me apetece recordar. Hoje, morro de saudade, mas, é como se não quisesse morrer. Não me apetece morrer sem te ver.
A saudade que sinto
É, como se,
Tivesses morrido.
Mais que isso:
É saber que,
Outro homem,
Planta outra flor
No teu umbigo,
Pequenino.
Hoje, morro de saudades, pois para mim, é como se você tivesse morrido. Já nem lembro a última vez que a vi; já a última sonoridade da tua voz, não me apetece recordar. Hoje, morro de saudade, mas, é como se não quisesse morrer. Não me apetece morrer sem te ver.
A saudade que sinto
É, como se,
Tivesses morrido.
Mais que isso:
É saber que,
Outro homem,
Planta outra flor
No teu umbigo,
Pequenino.
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