Ontem, tarde da noite, acho que por volta de umas onze horas. Tive a sensação de que nem tudo é para sempre, assim mesmo: clichê. Percebi que os amores perdidos, nada mais são, que amores deixados de lado, ou melhor, do lado esquerdo do peito, porém, esquecidos, até que outro amor tome o espaço do passado.
Em meio aos convites para sair, preferi ficar em casa. Não ia sair apenas por estar solteiro. Certo, nem lembro a última sexta-feira que passei em casa, entretanto, já vou me acostumando com o desamor. E não a driblar o desamor.
Quem escreve?
- Amandla Awetú
- Rio, RJ, Brazil
- Moribundo SUBurbano. Estereotipado: bandido, maconheiro e marginal. Escritor, poeta e, portanto, miserável.
sábado, 13 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Cotas: Meia entrada
Há um tempo, um pouco mais jovem, e talvez até um pouco mais esperançoso. Acreditava em uma das frases mais famosas sobre jovens e nações: “os jovens são o futuro da nação”. De certo, quase todos já ouviram ou leram essa frase. Talvez, nem todo jovem tenha acreditado nela. Na verdade, não sei se os mais espertos não acreditam, ou se os mais espertos são os que, na verdade, tentam acreditar. Questão de gosto, ou classe... Bom, a questão é que vem se tornando cada vez mais difícil, acreditar em frases como essa aí de cima. E eu nem estou tirando isso da minha cabeça, assim, como em certos momentos de instabilidade emocional, não... Eu comprovo e provo: ou querem que a juventude não seja mais o futuro da nação, ou então, que o futuro desse País seja forjado por jovens que nunca tenham ido a um teatro, casa de show ou até algum evento esportivo.
Acontece que boa parte dos artistas e dos produtores culturais tem-se organizado a fim de reduzir o número de estudantes e idosos, que podem ser beneficiados com a meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Esse seguimento, que certamente é contra a democratização dos bens culturais, usa o argumento cujo centro é a emissão de carteirinhas falsificadas e o baixo lucro do setor cultural. Impossível discordar desse argumento?Óbvio. Se querem aplicar cotas de 40% para o total de assentos, afirmando o grande número de pessoas que usam meia-entrada( cerca de 80% do total de cadeiras), por qual motivo não aumentar a fiscalização sobre a emissão de carteirinhas, barrando assim os falsificadores? Parece fácil encontrar uma solução, não?Bom, para mim e você sim. E para os produtores culturais, artistas e senadores relatores? Irrelevante! Nem pautam a centralização da emissão de carteirinhas, deixando transparecer o principal objetivo da regulamentação da meia-entrada, como a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), relatora do projeto, deixou claro em entrevista para a Folha Online: "Não acredito [que a cota restringe o acesso à cultura]. Os espetáculos culturais no país vão continuar e 40% de ingressos irão continuar garantidos para estudantes ou idosos que queiram ir", disse.
Não é por nada não, mas negar o acesso à cultura em detrimento do maior lucro possível já é um pouquinho de sacanagem, ou avareza, se preferir.
Eu faço o que posso, coloco a boa no trombone por que adoro ir ao teatro e ao cinema. Descarto até os jogos de futebol, mas há quem goste.
Eu não quero ter que chegar num show e ser barrado na porta. Enfim, não tenho grana pra pagar cem reais num teatro.
Acontece que boa parte dos artistas e dos produtores culturais tem-se organizado a fim de reduzir o número de estudantes e idosos, que podem ser beneficiados com a meia-entrada em eventos culturais e esportivos. Esse seguimento, que certamente é contra a democratização dos bens culturais, usa o argumento cujo centro é a emissão de carteirinhas falsificadas e o baixo lucro do setor cultural. Impossível discordar desse argumento?Óbvio. Se querem aplicar cotas de 40% para o total de assentos, afirmando o grande número de pessoas que usam meia-entrada( cerca de 80% do total de cadeiras), por qual motivo não aumentar a fiscalização sobre a emissão de carteirinhas, barrando assim os falsificadores? Parece fácil encontrar uma solução, não?Bom, para mim e você sim. E para os produtores culturais, artistas e senadores relatores? Irrelevante! Nem pautam a centralização da emissão de carteirinhas, deixando transparecer o principal objetivo da regulamentação da meia-entrada, como a senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), relatora do projeto, deixou claro em entrevista para a Folha Online: "Não acredito [que a cota restringe o acesso à cultura]. Os espetáculos culturais no país vão continuar e 40% de ingressos irão continuar garantidos para estudantes ou idosos que queiram ir", disse.
Não é por nada não, mas negar o acesso à cultura em detrimento do maior lucro possível já é um pouquinho de sacanagem, ou avareza, se preferir.
Eu faço o que posso, coloco a boa no trombone por que adoro ir ao teatro e ao cinema. Descarto até os jogos de futebol, mas há quem goste.
Eu não quero ter que chegar num show e ser barrado na porta. Enfim, não tenho grana pra pagar cem reais num teatro.
domingo, 8 de março de 2009
A ignorância fátua, que pairava sob meu corpo
Durante duas luas e catorze pernas,
Devagar tentava me dissipar dela, mas,
Ignorantemente, eu continuava pensando nela,
Em algo que, talvez, nem soubesse o que era.
E não foi. E inconsequentemente retornei até o passado,
E me vi, mais uma vez, enlaçado nos seus passos,
Como quem quisesse alguma coisa, sem saber ao certo
O que era.
E num esforço incomum fui-me aproximando do que,
Mais que tudo, imaginava ser minha felicidade:
A presença de alguém.
E tive medo, mas também tive esperança, já que
Tinha nada, nem eu me tinha mais.
Mil vezes hesitei. Mil vezes caminhei até ela, percebendo seu desdém.
O que me fazia caminhar mais e mais, como quem anda
Em direção ao caos do destino. Eu caminhei sendo, cada vez,
Mais feliz, ou burramente feliz. E fui quem não era.
E me enquadrei na moldura de quem tem mais medo que sorte.
Mais amigos que deuses. E então tive de chorar.
Como quem chora à noite, solitário, mas na parte da manhã
Finge ser amante.
Durante duas luas e catorze pernas,
Devagar tentava me dissipar dela, mas,
Ignorantemente, eu continuava pensando nela,
Em algo que, talvez, nem soubesse o que era.
E não foi. E inconsequentemente retornei até o passado,
E me vi, mais uma vez, enlaçado nos seus passos,
Como quem quisesse alguma coisa, sem saber ao certo
O que era.
E num esforço incomum fui-me aproximando do que,
Mais que tudo, imaginava ser minha felicidade:
A presença de alguém.
E tive medo, mas também tive esperança, já que
Tinha nada, nem eu me tinha mais.
Mil vezes hesitei. Mil vezes caminhei até ela, percebendo seu desdém.
O que me fazia caminhar mais e mais, como quem anda
Em direção ao caos do destino. Eu caminhei sendo, cada vez,
Mais feliz, ou burramente feliz. E fui quem não era.
E me enquadrei na moldura de quem tem mais medo que sorte.
Mais amigos que deuses. E então tive de chorar.
Como quem chora à noite, solitário, mas na parte da manhã
Finge ser amante.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Não há como toda noite não ser triste
Como não há como ser poeta
Não tendo um papel e uma caneta
Não tendo lido mil livros não há
Como ser feliz nas noites chuvosas ouvindo o tiritar
Das gotas no zinco.
Não há como ser livre quando se ama.
Todas as noites são tristes para um poeta
Todo dia é noite para quem não enxerga
Há possibilidade de o cego ser feliz, um dia?
À noite nada existe.
À noite nada passa a existir enquanto as contradições
E desigualdades ainda persistirem.
Não há noite feliz nem felicidade perdida já que nada se teve um dia.
Como não há como ser poeta
Não tendo um papel e uma caneta
Não tendo lido mil livros não há
Como ser feliz nas noites chuvosas ouvindo o tiritar
Das gotas no zinco.
Não há como ser livre quando se ama.
Todas as noites são tristes para um poeta
Todo dia é noite para quem não enxerga
Há possibilidade de o cego ser feliz, um dia?
À noite nada existe.
À noite nada passa a existir enquanto as contradições
E desigualdades ainda persistirem.
Não há noite feliz nem felicidade perdida já que nada se teve um dia.
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Eu escrevo o que eu quero
Não escrevo simplesmente porque escrevo
Não escrevo porque, humildemente,
Sinto vontade de escrever.
Não escrevo porque quero
Nem porque quero ser eterno.
Quando escrevo simplesmente porque escrevo,
Ao contrário do que pensam,
Não me sinto mais perto dos Deuses;
Simplesmente me sinto mais humanamente
Perto de mim mesmo.
Escrevo, sendo o que, infelizmente, nunca queria ter sido.
E sendo, me distancio do ser pequeno,
Paradoxalmente, o único ser que queria ter sido, antes de escrever.
Queria parar de escrever, mas nem eu sei por que escrevo.
E escrevendo vou me construindo:
Me tornando o que não quero,
Sendo, o que querem que eu seja.
É por isso que não sigo regras
É por isso que não sigo as rimas convencionais
Por isso não escrevo quando quero
E o melhor: quando querem.
Aí vou querendo que se foda a norma culta.
Porque também não sigo convenções
E nem sou manipulado.
E escrevo porque escrevo.
Por mais nada
Por mais que tudo
Por mais que me paguem.
Dessa forma eu sou livre
E dessa forma:
Eu escrevo o que eu quero.
(Edson Santana)28/12/2008
Não escrevo porque, humildemente,
Sinto vontade de escrever.
Não escrevo porque quero
Nem porque quero ser eterno.
Quando escrevo simplesmente porque escrevo,
Ao contrário do que pensam,
Não me sinto mais perto dos Deuses;
Simplesmente me sinto mais humanamente
Perto de mim mesmo.
Escrevo, sendo o que, infelizmente, nunca queria ter sido.
E sendo, me distancio do ser pequeno,
Paradoxalmente, o único ser que queria ter sido, antes de escrever.
Queria parar de escrever, mas nem eu sei por que escrevo.
E escrevendo vou me construindo:
Me tornando o que não quero,
Sendo, o que querem que eu seja.
É por isso que não sigo regras
É por isso que não sigo as rimas convencionais
Por isso não escrevo quando quero
E o melhor: quando querem.
Aí vou querendo que se foda a norma culta.
Porque também não sigo convenções
E nem sou manipulado.
E escrevo porque escrevo.
Por mais nada
Por mais que tudo
Por mais que me paguem.
Dessa forma eu sou livre
E dessa forma:
Eu escrevo o que eu quero.
(Edson Santana)28/12/2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Tu, que já não me odeia como antes
O que fará daqui pra frente?
Qual será seu passo adiante?
E se eu amar outra de repente?
A raiva te ajudou no passado
Hoje só ama o que não fui
Sozinha será de outro falso
E a dor retorna ao peito e flui,
Para alegria dos desgraçados
Que choram sem terem tido um amor
Que choram por nunca terem amado.
Para tristeza dos amores recíprocos
Para tristeza de quem amo
Por quem percorreria o infinito.
O que fará daqui pra frente?
Qual será seu passo adiante?
E se eu amar outra de repente?
A raiva te ajudou no passado
Hoje só ama o que não fui
Sozinha será de outro falso
E a dor retorna ao peito e flui,
Para alegria dos desgraçados
Que choram sem terem tido um amor
Que choram por nunca terem amado.
Para tristeza dos amores recíprocos
Para tristeza de quem amo
Por quem percorreria o infinito.
Não importa,
Não quero saber de nada
Sua presença me incomoda
Não venha mais na minha casa.
Te praguejo assim por dentro
Por fora transpareço
O quanto ainda te mereço
Pra não cair no desalento.
Por medo de te amar de novo
Te odeio dia e noite
Lembranças são açoites
Em minha mente causam estorvo.
Posso nem te ver passando
Que já perco meu sossego
Pra você peço arrego
Tudo isso porque te amo.
Não quero saber de nada
Sua presença me incomoda
Não venha mais na minha casa.
Te praguejo assim por dentro
Por fora transpareço
O quanto ainda te mereço
Pra não cair no desalento.
Por medo de te amar de novo
Te odeio dia e noite
Lembranças são açoites
Em minha mente causam estorvo.
Posso nem te ver passando
Que já perco meu sossego
Pra você peço arrego
Tudo isso porque te amo.
domingo, 14 de dezembro de 2008
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
Se existe amor: Para um amor eterno.
De verdade, o que cabe
Entre duas mãos amantes
Dois corações delirantes
Algo mais que amizade?
Carrego pesando em mim
Um coração apaixonado
Meia dúzia de escárnios
Palavras poços de mágoas
Sem um fim.
Ah! Como eu queira agora um fim
Tudo e todos a me paparicar
Eu tentando continuar a acreditar
Num amor que para mim, foi e
Não está sendo ruim.
Lêem-se mil livros
Têm-se dois mil amigos
Definitivamente, amor,
Quero morrer com ou sem
Você comigo
Amar o mundo como amava
Mil dias dormindo contigo,
Te fazendo carinho.
Entre duas mãos amantes
Dois corações delirantes
Algo mais que amizade?
Carrego pesando em mim
Um coração apaixonado
Meia dúzia de escárnios
Palavras poços de mágoas
Sem um fim.
Ah! Como eu queira agora um fim
Tudo e todos a me paparicar
Eu tentando continuar a acreditar
Num amor que para mim, foi e
Não está sendo ruim.
Lêem-se mil livros
Têm-se dois mil amigos
Definitivamente, amor,
Quero morrer com ou sem
Você comigo
Amar o mundo como amava
Mil dias dormindo contigo,
Te fazendo carinho.
Olha que interessante: já vi neoliberal pobre, já vi comunista pobre, já vi capitalista pobre, mas nunca vi um anarquista pobre, por que será?
Bom, o neoliberal pobre a gente até entende. Vários são os fatores que o levam a pensar de forma individualista: extraindo o foco do Estado e eximindo os fatores sociais, ele, que na maioria das vezes é o que obteve “sucesso”, ou por estar dentro de uma universidade, ou por tornar-se um milionário-jogador-de-futebol, acredita cegamente, que o “sucesso” alheio, depende única e exclusivamente do esforço de cada um. Diz ele, o neoliberal pobre, com a mesma infantilidade do aluno-de-pré-vestibular-particular-de-classe-média que passa pra UERJ: “ah, a oportunidade está aí, é só estudar... vira juiz quem quer; vira ladrão quem já nasceu safado, semente do mal*!” e dessa forma, sela sua estupidez, e se torna contra qualquer política de inclusão social. Mas não devemos ter pena do neoliberal pobre não, não mesmo, ele até que é esperto, até que é inteligente, já que ganha milhões ou estuda na PUC, UERJ, Estácio, UFRJ... Ele, que não gosta de pobre por que nasceu pobre, conhece muito bem a raça de pobre e almeja deixar de ser pobre, mas pobre de quê?
O capitalista pobre é sempre aquele em cima do muro, é aquele que acredita no jornal nacional e na veja. O que não é comunista, ou por gostar muito de dinheiro e imaginar que num país socialista todos seriam iguais, e isso é chato pra ele, já que quer ser rico um dia, mas não sabe como, ou por crer de pé junto- o capitalista pobre é religioso- que o regime comunista é autoritário- como se o capitalismo não o fosse, é claro, da sua maneira. Não é liberal pois não tem convicção de que pode ser o que quiser, já que não é nada, mas almeja ser e sabe a dificuldade. Esse é o capitalista pobre e/ou o pobre capitalista.
O comunista pobre é o comunista pobre, o pobre que, talvez, deseja passar de subalterno para igual; de subalterno para subordinador- nem fizemos uma revolução e já conheço alguns. Esse tipo de pobre é mais fácil de entender, apesar de ser minoria, já que a classe dos pobres é subdividida e subdividida e subdividida...
O pobre anarquista, ou melhor, o anarquista, sempre sabe o que faz, ou seja: o que não faz. O anarquista não defeca e pára, e muito menos defeca e anda, só defeca. Ele, em sua plena capacidade mental, simplesmente não quer se comprometer, ou seja, nada quer fazer. O anarquista quase sempre não é anarquista, é um pseudo-anarquista. O pseudo-anarquista, quase sempre diverge do neoliberal, mas, e ele sabe disso, faz o mesmo: fica calado e torna-se individualista, desconsiderando tudo que é externo a ele, ou seja, externo a todos. O anarquista nunca é pobre, o pobre, nunca um anarquista. O pobre, mesmo o subalternado, manipulado ou dominado, um dia, terá consciência de classe, e deixará de ser pobre, já que nesse dia, as classes deixarão de existir. O anarquista não tem consciência de nada, nem mesmo o quanto custa uma universidade particular de qualidade, já que é seu papai quem a paga a sua, centavo por centavo...
Bom, o neoliberal pobre a gente até entende. Vários são os fatores que o levam a pensar de forma individualista: extraindo o foco do Estado e eximindo os fatores sociais, ele, que na maioria das vezes é o que obteve “sucesso”, ou por estar dentro de uma universidade, ou por tornar-se um milionário-jogador-de-futebol, acredita cegamente, que o “sucesso” alheio, depende única e exclusivamente do esforço de cada um. Diz ele, o neoliberal pobre, com a mesma infantilidade do aluno-de-pré-vestibular-particular-de-classe-média que passa pra UERJ: “ah, a oportunidade está aí, é só estudar... vira juiz quem quer; vira ladrão quem já nasceu safado, semente do mal*!” e dessa forma, sela sua estupidez, e se torna contra qualquer política de inclusão social. Mas não devemos ter pena do neoliberal pobre não, não mesmo, ele até que é esperto, até que é inteligente, já que ganha milhões ou estuda na PUC, UERJ, Estácio, UFRJ... Ele, que não gosta de pobre por que nasceu pobre, conhece muito bem a raça de pobre e almeja deixar de ser pobre, mas pobre de quê?
O capitalista pobre é sempre aquele em cima do muro, é aquele que acredita no jornal nacional e na veja. O que não é comunista, ou por gostar muito de dinheiro e imaginar que num país socialista todos seriam iguais, e isso é chato pra ele, já que quer ser rico um dia, mas não sabe como, ou por crer de pé junto- o capitalista pobre é religioso- que o regime comunista é autoritário- como se o capitalismo não o fosse, é claro, da sua maneira. Não é liberal pois não tem convicção de que pode ser o que quiser, já que não é nada, mas almeja ser e sabe a dificuldade. Esse é o capitalista pobre e/ou o pobre capitalista.
O comunista pobre é o comunista pobre, o pobre que, talvez, deseja passar de subalterno para igual; de subalterno para subordinador- nem fizemos uma revolução e já conheço alguns. Esse tipo de pobre é mais fácil de entender, apesar de ser minoria, já que a classe dos pobres é subdividida e subdividida e subdividida...
O pobre anarquista, ou melhor, o anarquista, sempre sabe o que faz, ou seja: o que não faz. O anarquista não defeca e pára, e muito menos defeca e anda, só defeca. Ele, em sua plena capacidade mental, simplesmente não quer se comprometer, ou seja, nada quer fazer. O anarquista quase sempre não é anarquista, é um pseudo-anarquista. O pseudo-anarquista, quase sempre diverge do neoliberal, mas, e ele sabe disso, faz o mesmo: fica calado e torna-se individualista, desconsiderando tudo que é externo a ele, ou seja, externo a todos. O anarquista nunca é pobre, o pobre, nunca um anarquista. O pobre, mesmo o subalternado, manipulado ou dominado, um dia, terá consciência de classe, e deixará de ser pobre, já que nesse dia, as classes deixarão de existir. O anarquista não tem consciência de nada, nem mesmo o quanto custa uma universidade particular de qualidade, já que é seu papai quem a paga a sua, centavo por centavo...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Na verdade o que quero,
É sim, um pouco de afeto.
Poder te olhar de fronte, reto
E bem de perto,
Chorando lágrima por lágrima
Derramando em você o meu amor
Atualmente tão incrédulo.
Falso é o poeta que não chora
Bate, agoniado a porta e,
Nunca mais, por ter sofrido,
Volta, pede ou implora.
Na vastidão dos três pares
De pernas
Caminhei por aquelas terras
Desérticas
E só encontrei inocência,
Entre duas pernas abertas.
Olha, pouquinho de devassidão
Faz parte assim, como faz parte de mim
Esse pobre coração
De poeta que,
Desvairado, chora ao seu lado,
Tentando não ser, o que foi no passado.
Calado, ouço e choro o lado amargo
Dos que, de certa forma, foram abandonados.
Palavras tolas fazem de mim,
Mais tolo ainda, para assim,
Querer, voltar a mergulhar nessas duas
Praias de leite sem fim.
Pela bacia magra, fraca,
Pedindo minha carga
Hoje tão amarga.
Larga tudo e vem fraca,
Como quem quer ser alçada
Num vôo de garça,
Ser, minha amada.
Deixo ai meu coração calmo
Contigo, sei que terá ele afago.
Calmo, espero o fogo mais que tácito
Que tu aprendeste com os caras amargos,
Tentando vingar-se das minhas palavras
Lançadas no vácuo do teu peito frágil.
Nunca é tarde para amar, fruto-maduro.
É sim, um pouco de afeto.
Poder te olhar de fronte, reto
E bem de perto,
Chorando lágrima por lágrima
Derramando em você o meu amor
Atualmente tão incrédulo.
Falso é o poeta que não chora
Bate, agoniado a porta e,
Nunca mais, por ter sofrido,
Volta, pede ou implora.
Na vastidão dos três pares
De pernas
Caminhei por aquelas terras
Desérticas
E só encontrei inocência,
Entre duas pernas abertas.
Olha, pouquinho de devassidão
Faz parte assim, como faz parte de mim
Esse pobre coração
De poeta que,
Desvairado, chora ao seu lado,
Tentando não ser, o que foi no passado.
Calado, ouço e choro o lado amargo
Dos que, de certa forma, foram abandonados.
Palavras tolas fazem de mim,
Mais tolo ainda, para assim,
Querer, voltar a mergulhar nessas duas
Praias de leite sem fim.
Pela bacia magra, fraca,
Pedindo minha carga
Hoje tão amarga.
Larga tudo e vem fraca,
Como quem quer ser alçada
Num vôo de garça,
Ser, minha amada.
Deixo ai meu coração calmo
Contigo, sei que terá ele afago.
Calmo, espero o fogo mais que tácito
Que tu aprendeste com os caras amargos,
Tentando vingar-se das minhas palavras
Lançadas no vácuo do teu peito frágil.
Nunca é tarde para amar, fruto-maduro.
domingo, 30 de novembro de 2008
Um dia, me mandaram esse trecho, da música Tatuagem, do Chico:
“Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço”
Entendi muito bem o trecho. Até o guardei. Até acreditei nele. Hoje, um pouco mais experiente, não acreditaria nele. Não o guardaria. Faria o que fiz, há pouco tempo. Rasgando-o, tentando dilacerar o restinho de passado, que ainda morava no meu cotidiano. A ingenuidade dessa pessoa, que mandou esse trecho, extrapolou os limites da compreensão do amor. Achava que me amava. E hoje, manda esse trecho pra outra pessoa. Bom, entendo muito bem. Até compreendo. Faz parte. É a vida.
“Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta
Morta de cansaço”
Entendi muito bem o trecho. Até o guardei. Até acreditei nele. Hoje, um pouco mais experiente, não acreditaria nele. Não o guardaria. Faria o que fiz, há pouco tempo. Rasgando-o, tentando dilacerar o restinho de passado, que ainda morava no meu cotidiano. A ingenuidade dessa pessoa, que mandou esse trecho, extrapolou os limites da compreensão do amor. Achava que me amava. E hoje, manda esse trecho pra outra pessoa. Bom, entendo muito bem. Até compreendo. Faz parte. É a vida.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Caminhei sozinho, hoje, o dia todo. Em qualquer lugar, caminhei sozinho. Todos os lugares pelos quais passava, passava sozinho. Embora, sempre que parava, alguém parava comigo, aí já não estava mais sozinho. Mesmo assim, quando voltava a caminhar, caminhava sozinho. Sentava, e alguém vinha, e sentava ao meu lado. Passava, e todos me acenavam, e mesmo assim, passei sozinho. Aqui na faculdade, muita gente sabe quem sou, ainda que, poucos saibam o que sinto. Também não sei se o que sinto importa a alguém, ou se alguém se importa com o que sinto, sei lá, metrópole é assim mesmo. Continuei caminhando até agora, 18h12min. Caminhei pensando nesse texto. Mesmo andando sozinho, falei com meu celular, que representa alguém distante, alguém a um mês de distância. Pessoa que senti ontem, estar morta para mim.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
A mulher a quem confiei meu carinho e apreço, hoje, disse-me que está ficando com outro. Não entendi de início. Logo depois ela veio me dizer, que esse rapaz, com o qual ela passou alguns dias junto, apresentou a família e, provavelmente transou, seria o cara ideal pra ela. Embora tenha me dito ter medo de assumir algo mais sério. Percebi em suas palavras que, o que ela quer mesmo é ficar com ele. Digo que não entendi de início, pois a única semana na qual não conversamos, ela conhece outro cara, se apaixona por outro cara e me deixa. Bom, não sei ao certo se ela vai me deixar. Também não me importo muito com isso. Já fui deixado de lado, e pior, por pessoas que eu amava. Sinto-me mais seguro agora. Hei de encontrar alguém assim, que combine comigo, cedo ou tarde. Enfim, não importa, estou curtindo a vida.
24 de novembro de 2008.
Hoje, morro de saudades, pois para mim, é como se você tivesse morrido. Já nem lembro a última vez que a vi; já a última sonoridade da tua voz, não me apetece recordar. Hoje, morro de saudade, mas, é como se não quisesse morrer. Não me apetece morrer sem te ver.
A saudade que sinto
É, como se,
Tivesses morrido.
Mais que isso:
É saber que,
Outro homem,
Planta outra flor
No teu umbigo,
Pequenino.
Hoje, morro de saudades, pois para mim, é como se você tivesse morrido. Já nem lembro a última vez que a vi; já a última sonoridade da tua voz, não me apetece recordar. Hoje, morro de saudade, mas, é como se não quisesse morrer. Não me apetece morrer sem te ver.
A saudade que sinto
É, como se,
Tivesses morrido.
Mais que isso:
É saber que,
Outro homem,
Planta outra flor
No teu umbigo,
Pequenino.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Crime e Amor
O mesmo caos, Negro,
Que ronda, à noite,
Por essas bandas.
Há de passar, andar e
Arrombar as portas,
Janelas,
Adentrar por entre
Tuas pernas,
Te encher de carinho,
Em uma semana,
Ser o maior vendaval,
Que já passou por tua vida!
Que ronda, à noite,
Por essas bandas.
Há de passar, andar e
Arrombar as portas,
Janelas,
Adentrar por entre
Tuas pernas,
Te encher de carinho,
Em uma semana,
Ser o maior vendaval,
Que já passou por tua vida!
domingo, 9 de novembro de 2008
Senhor, quando mil
Caíram a meu lado,
e Dez mil a minha direita.
Tu não deixastes que fosse eu,
o Atingido!
E quando aquele tiro,
Senhor,
Levou meu amigo
para residir em teu abrigo,
Tu achastes que era cedo demais,
para eu ir morar contigo!
Senhor!
Rogo a ti.
Peço força...
Que meus braços,
Senhor!
Levantem os que
ainda não caíram!
(Edson Santana)10/07
Caíram a meu lado,
e Dez mil a minha direita.
Tu não deixastes que fosse eu,
o Atingido!
E quando aquele tiro,
Senhor,
Levou meu amigo
para residir em teu abrigo,
Tu achastes que era cedo demais,
para eu ir morar contigo!
Senhor!
Rogo a ti.
Peço força...
Que meus braços,
Senhor!
Levantem os que
ainda não caíram!
(Edson Santana)10/07
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Pássaro contente
Numa noite, ao som do esquecimento,
Vem um pássaro contente qualquer,
Pernas passos corpo de mulher,
A ludibriar a cólera,
Libertar-se do que vier.
Pro que der, num passo
Demasiadamente falso
Passando pelo que é fardo
Pisando nas prisões do passado!
Assim vem o pássaro, carente de afago
Cantando em meu ouvido ao ritmo
Do que era pra ser íntimo:
Não quero ter filhos
Também não é de estranhar
Se, de alguma forma,
Não quisesse também casar.
Beijou minha boca como quem
Me havia beijado a alma
E eu, disse: querida, pássaro contente,
Faça o que quiseres,
Por ti, sou todo assim, meio que
Entregue.
Vem um pássaro contente qualquer,
Pernas passos corpo de mulher,
A ludibriar a cólera,
Libertar-se do que vier.
Pro que der, num passo
Demasiadamente falso
Passando pelo que é fardo
Pisando nas prisões do passado!
Assim vem o pássaro, carente de afago
Cantando em meu ouvido ao ritmo
Do que era pra ser íntimo:
Não quero ter filhos
Também não é de estranhar
Se, de alguma forma,
Não quisesse também casar.
Beijou minha boca como quem
Me havia beijado a alma
E eu, disse: querida, pássaro contente,
Faça o que quiseres,
Por ti, sou todo assim, meio que
Entregue.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Do discurso da Ingratidão
"O homem que diz sou, não é, porque quando é mesmo, não diz." Vinicius de Moraes.
Há um tempinho, me pegava pensando nesse tema, da mesma forma como penso em muitos outros temas, que, serão por mim, analisados num futuro um pouco mais promissor. Digo isso, e quem me conhece sabe, porque nem sempre me sinto à vontade para falar de certas coisas, e principalmente, sobre os assuntos os quais não domino. Confesso: qualquer pretensão acadêmica não passará de absurdo da parte que lê esse texto.
Alguns motivos, na maioria, empíricos mesmo, fizeram com que me interessasse por esse tema. Atualmente, tentando abandonar qualquer tipo de lirismo, digo, discurso baseado na paixão, acabo por entrar numa contradição, a qual já foi reconhecida por mim, e, a qual não tenho objetivo algum em sanar, ou seja, penso que qualquer contradição, diversidade ou qualquer palavra, à seu dispor, significa maturidade e sinal de aprendizado. Bom, sou assim mesmo, caso não me policie, acabarei por transformar esse, num pacote de digressões, o que, de certa forma, não é meu objetivo aqui. Vamos lá, passar para a segunda fase desse texto, a ficcional.
Algumas vezes, acordava ele por volta das quatro e meia da manhã ou madrugada, tanto faz, pensando certas coisas que, no fundo, não agradavam seu íntimo. Bem lá no fundo, entendia muita coisa, era até compreensivo e relativista no sentido banalizado da palavra. Embora sentisse demasiada raiva de mentiras, não as suportava, não suportava os mentirosos, porém, como identificá-los, sendo ele um homem compreensivo, relativista? Entregava-se, não importava pra quem, pra quê ou até quando, ele se entregava, tinha o coração bom. Ele se entregava. Sabe como é acordar com raiva de alguém?Ele não sabia o que era isso, não queria saber o que era isso, não pretendia saber o que era isso, embora, agora, soubesse, reconhecesse a necessidade disso. Acordava triste. Pensamento logo onde ele não queria que estivesse, onde, alguém que o conhecesse, nem seus amigos imaginariam que estivesse, lá no fundo, no recôndito da alma, sangrando por odiar alguém, lá estava ele, toda manhã, pensando no rumo do seu dia, imaginando, maquinando uma solução a fim de não encontrá-la, não vê-la, não lembrar dela. Já não era uma lembrança, lembrar que odiava ela, e que precisaria traçar um dia inteiro para não encontrá-la?Odiava ainda mais ela. Ainda mais ela. Não gostava de odiá-la, mas sentia necessidade de odiá-la, sabia agora o que era odiar, recriminava os que odiavam, recriminava-se agora, agora nada era como antes, nada poderia ser como antes, permaneceria tolerante, relativista?Era ele, agora, tendo raiva de alguém, e pior, alguém que um dia ele amou, e que, talvez tenha amado ele. Recriminava ainda mais o pensamento, calava-se. Sentado, acendia o cigarro que, há tempos vinha discriminando, agora, era ele o fumante, mas, como tudo atualmente tem se tornado necessário, não seria diferente com o cigarro. Fumava, com o filtro entre os dedos, a fumaça nos pulmões já, há tanto ferrados pela asma ou pela bronquite. Nunca conseguia diferenciar uma da outra. Expelia a fumaça, sentia a necessidade cada vez mais gritante de fumar, fumava.
Rompia em seu peito, a vontade de vingar-se, a simples vontade de falar umas verdades, mas também recriminava isso, sabia, e sabia mesmo, que o pior castigo para os que mentem, é o desprezo, mas nem desprezar sabia ele, isso sim, ele não sabia. Imaginava ele que para desprezar alguém, deve-se amar-se em demasia, e, do amor-próprio já tinha ele aberto mão faz tempo. Era, para ele, sinal de fraqueza, verdade dos que não encaram a vida de frente, amar-se em demasia. Não se amava. Amava os outros em demasia. Recriminava a vontade de beijá-la. Já tinha beijado outras, bem melhores, beijaria outra, bem melhor, bem melhor, e assim seria até beijar eternamente alguma poetisa mais negra que ele. O prazer de quem tem saudade é simplesmente sentir saudade. Não gostava de ter saudade, não tinha prazer em recriminar o futuro, a fim de tentar reconstruir o passado. O presente era uma merda, acordava de manhã, ele acordava de manhã ou seria de madrugada?
Queria ligar, ia ligar tentava não ligar, não ligava, pensava em não ligar, não podia ligar ia se ferrar, ia sentir mais raiva, ela ia ser mais ingrata, não queria ser ingrato, tinha medo da ingratidão dela, isso sim causava raiva, parado, tinha raiva, raiva, raiva, acho que ele ainda gosta dela, ou seria, odeia a ingratidão dela a tal ponto de querê-la de volta só pra ser ingrato com ela também? Mas, como ser ingrato, a gente é ingrato quando alguém te oferece algo, para o seu bem, seu crescimento, e, você, depois de sugar o que acha necessário, despreza seu doador, como ser ingrato com ela? Teria ela algo que fosse do apreço dele?Não, ele não ligava, sabia disso, sabia que não, mas tinha raiva, raiva dela, raiva da ingratidão dela. Abandonar o outro, até vai, tranqüilo, acontece, as pessoas se libertam das outras, se libertam de si mesmas, mas, já livre o pássaro, tem ele que voltar, pra magoar mais ainda? Não, não... Não sei não, talvez ele saiba, me deixa perguntar pra ele, um dia...
Na verdade, nem sei direito o que é ingratidão, talvez ninguém saiba, ou alguém saiba e não diz, não sei, não sei não. Era assim, ter raiva de uma pessoa ingrata. Sabe, não acho que ele goste dela mais não, acho não... Acho que ela sugou foi pouco dele, ele quer que ela sugue mais, ele não a ensinaria a ser ingrata, ele não é ingrato, ele queria é que ela deixasse de ser ingrata. Ingrata ela era, sempre fora? Além de ingrata foi burra, não aprendeu quase nada e já sai assim, se dizendo mulher, que mulher o quê? Pra ser mulher tem que saber transar, no mínimo saber transar! Cê acha que sabe transar?- “ah, assim não,olha, quero em pé, pode ser em pé?ai, eu gosto em pé!” Em pé é bom, é bom em pé, foda-se quer nem saber se estou cansado, não é? Vamos em pé, vamos... Ia em pé, pra te agradar ia em pé, cansado, mas ia em pé, queria é te dar prazer, mulher? Se diz mulher agora?É mulher, beleza, é mulher, é mulher. O quê? Ela te ligou pra dizer que estava com outro, que? Outro, homem? Que, de mais idade, de carro, de lá, como ela? Olha rapaz, sai fora dessa, é ingratidão demais. É, assim, ligar pra dizer isso é ingratidão demais, é sim, acabar comigo demais, é sim. Bom, não acho que seja alguma merda, ser mais velho Ter carro até vai, porra, mais conforto, não é? Tu que não gostava dessas coisas, não é? Humildona, você! Legal, você. Mais velho é merda,é merda. É da faculdade?olha, que merda, grandes merda, quantas vezes disse isso, eu, que era merda, era merda, apenas porque você não estava na faculdade, olha o quanto eu te agradava, olha! Ai, sei não, mais velho? Quero ver te foder em pé, quero ver te foder e gozar pra você ver, quero ver, quero ver te comer e ficar, te comer e não contar, quero ver,quero ver nao falar das tuas estrias, quero vê-la nem pintada depois dessa, nem pintada. Consigo nem passar ai, na tua rua, nem ai consigo passar. Medo do Pálio branco?Não sei, disso, não sei... vai ler, vai me culpar, vai falar que fiz isso, fiz aquilo, sei não, de pouca coisa sei, mas, esse, é o discurso da ingratidão, abençoada!
Há um tempinho, me pegava pensando nesse tema, da mesma forma como penso em muitos outros temas, que, serão por mim, analisados num futuro um pouco mais promissor. Digo isso, e quem me conhece sabe, porque nem sempre me sinto à vontade para falar de certas coisas, e principalmente, sobre os assuntos os quais não domino. Confesso: qualquer pretensão acadêmica não passará de absurdo da parte que lê esse texto.
Alguns motivos, na maioria, empíricos mesmo, fizeram com que me interessasse por esse tema. Atualmente, tentando abandonar qualquer tipo de lirismo, digo, discurso baseado na paixão, acabo por entrar numa contradição, a qual já foi reconhecida por mim, e, a qual não tenho objetivo algum em sanar, ou seja, penso que qualquer contradição, diversidade ou qualquer palavra, à seu dispor, significa maturidade e sinal de aprendizado. Bom, sou assim mesmo, caso não me policie, acabarei por transformar esse, num pacote de digressões, o que, de certa forma, não é meu objetivo aqui. Vamos lá, passar para a segunda fase desse texto, a ficcional.
Algumas vezes, acordava ele por volta das quatro e meia da manhã ou madrugada, tanto faz, pensando certas coisas que, no fundo, não agradavam seu íntimo. Bem lá no fundo, entendia muita coisa, era até compreensivo e relativista no sentido banalizado da palavra. Embora sentisse demasiada raiva de mentiras, não as suportava, não suportava os mentirosos, porém, como identificá-los, sendo ele um homem compreensivo, relativista? Entregava-se, não importava pra quem, pra quê ou até quando, ele se entregava, tinha o coração bom. Ele se entregava. Sabe como é acordar com raiva de alguém?Ele não sabia o que era isso, não queria saber o que era isso, não pretendia saber o que era isso, embora, agora, soubesse, reconhecesse a necessidade disso. Acordava triste. Pensamento logo onde ele não queria que estivesse, onde, alguém que o conhecesse, nem seus amigos imaginariam que estivesse, lá no fundo, no recôndito da alma, sangrando por odiar alguém, lá estava ele, toda manhã, pensando no rumo do seu dia, imaginando, maquinando uma solução a fim de não encontrá-la, não vê-la, não lembrar dela. Já não era uma lembrança, lembrar que odiava ela, e que precisaria traçar um dia inteiro para não encontrá-la?Odiava ainda mais ela. Ainda mais ela. Não gostava de odiá-la, mas sentia necessidade de odiá-la, sabia agora o que era odiar, recriminava os que odiavam, recriminava-se agora, agora nada era como antes, nada poderia ser como antes, permaneceria tolerante, relativista?Era ele, agora, tendo raiva de alguém, e pior, alguém que um dia ele amou, e que, talvez tenha amado ele. Recriminava ainda mais o pensamento, calava-se. Sentado, acendia o cigarro que, há tempos vinha discriminando, agora, era ele o fumante, mas, como tudo atualmente tem se tornado necessário, não seria diferente com o cigarro. Fumava, com o filtro entre os dedos, a fumaça nos pulmões já, há tanto ferrados pela asma ou pela bronquite. Nunca conseguia diferenciar uma da outra. Expelia a fumaça, sentia a necessidade cada vez mais gritante de fumar, fumava.
Rompia em seu peito, a vontade de vingar-se, a simples vontade de falar umas verdades, mas também recriminava isso, sabia, e sabia mesmo, que o pior castigo para os que mentem, é o desprezo, mas nem desprezar sabia ele, isso sim, ele não sabia. Imaginava ele que para desprezar alguém, deve-se amar-se em demasia, e, do amor-próprio já tinha ele aberto mão faz tempo. Era, para ele, sinal de fraqueza, verdade dos que não encaram a vida de frente, amar-se em demasia. Não se amava. Amava os outros em demasia. Recriminava a vontade de beijá-la. Já tinha beijado outras, bem melhores, beijaria outra, bem melhor, bem melhor, e assim seria até beijar eternamente alguma poetisa mais negra que ele. O prazer de quem tem saudade é simplesmente sentir saudade. Não gostava de ter saudade, não tinha prazer em recriminar o futuro, a fim de tentar reconstruir o passado. O presente era uma merda, acordava de manhã, ele acordava de manhã ou seria de madrugada?
Queria ligar, ia ligar tentava não ligar, não ligava, pensava em não ligar, não podia ligar ia se ferrar, ia sentir mais raiva, ela ia ser mais ingrata, não queria ser ingrato, tinha medo da ingratidão dela, isso sim causava raiva, parado, tinha raiva, raiva, raiva, acho que ele ainda gosta dela, ou seria, odeia a ingratidão dela a tal ponto de querê-la de volta só pra ser ingrato com ela também? Mas, como ser ingrato, a gente é ingrato quando alguém te oferece algo, para o seu bem, seu crescimento, e, você, depois de sugar o que acha necessário, despreza seu doador, como ser ingrato com ela? Teria ela algo que fosse do apreço dele?Não, ele não ligava, sabia disso, sabia que não, mas tinha raiva, raiva dela, raiva da ingratidão dela. Abandonar o outro, até vai, tranqüilo, acontece, as pessoas se libertam das outras, se libertam de si mesmas, mas, já livre o pássaro, tem ele que voltar, pra magoar mais ainda? Não, não... Não sei não, talvez ele saiba, me deixa perguntar pra ele, um dia...
Na verdade, nem sei direito o que é ingratidão, talvez ninguém saiba, ou alguém saiba e não diz, não sei, não sei não. Era assim, ter raiva de uma pessoa ingrata. Sabe, não acho que ele goste dela mais não, acho não... Acho que ela sugou foi pouco dele, ele quer que ela sugue mais, ele não a ensinaria a ser ingrata, ele não é ingrato, ele queria é que ela deixasse de ser ingrata. Ingrata ela era, sempre fora? Além de ingrata foi burra, não aprendeu quase nada e já sai assim, se dizendo mulher, que mulher o quê? Pra ser mulher tem que saber transar, no mínimo saber transar! Cê acha que sabe transar?- “ah, assim não,olha, quero em pé, pode ser em pé?ai, eu gosto em pé!” Em pé é bom, é bom em pé, foda-se quer nem saber se estou cansado, não é? Vamos em pé, vamos... Ia em pé, pra te agradar ia em pé, cansado, mas ia em pé, queria é te dar prazer, mulher? Se diz mulher agora?É mulher, beleza, é mulher, é mulher. O quê? Ela te ligou pra dizer que estava com outro, que? Outro, homem? Que, de mais idade, de carro, de lá, como ela? Olha rapaz, sai fora dessa, é ingratidão demais. É, assim, ligar pra dizer isso é ingratidão demais, é sim, acabar comigo demais, é sim. Bom, não acho que seja alguma merda, ser mais velho Ter carro até vai, porra, mais conforto, não é? Tu que não gostava dessas coisas, não é? Humildona, você! Legal, você. Mais velho é merda,é merda. É da faculdade?olha, que merda, grandes merda, quantas vezes disse isso, eu, que era merda, era merda, apenas porque você não estava na faculdade, olha o quanto eu te agradava, olha! Ai, sei não, mais velho? Quero ver te foder em pé, quero ver te foder e gozar pra você ver, quero ver, quero ver te comer e ficar, te comer e não contar, quero ver,quero ver nao falar das tuas estrias, quero vê-la nem pintada depois dessa, nem pintada. Consigo nem passar ai, na tua rua, nem ai consigo passar. Medo do Pálio branco?Não sei, disso, não sei... vai ler, vai me culpar, vai falar que fiz isso, fiz aquilo, sei não, de pouca coisa sei, mas, esse, é o discurso da ingratidão, abençoada!
domingo, 26 de outubro de 2008
A D i c a
Todo espaço do mundo
Falso,
transcendendo o tato
Faz de mim,
moleque chato
Guardado,
dentro dum frasco
Quando,
toda noite,
início de cada dia
Mil seiscentos e vinte e quatro
Quilômetros de abstração
Separam
a minha
mão
da tua
mão fria.
É verdade,
eu queria
Tua boca
na minha
Mas a vida,
querida,
É assim, dificuldade
Sem fim...
(Edson Santana)
Todo espaço do mundo
Falso,
transcendendo o tato
Faz de mim,
moleque chato
Guardado,
dentro dum frasco
Quando,
toda noite,
início de cada dia
Mil seiscentos e vinte e quatro
Quilômetros de abstração
Separam
a minha
mão
da tua
mão fria.
É verdade,
eu queria
Tua boca
na minha
Mas a vida,
querida,
É assim, dificuldade
Sem fim...
(Edson Santana)
sábado, 25 de outubro de 2008
Postagem de um Amigo
...Os meus heróis
Os meus heróis são todas as pessoas capazes de abdicarem de si próprias, da sua vida se necessário, em prol dos outros ou de uma causa (justa) em que acreditam. E os que ousam remar contra qualquer maré, sem medos.
Por norma admiro mais os irreverentes, os temerários, os generosos, os inteligentes e os mais firmes na convicção.
Todos/as igualmente corajosos/as, loucos/as e na maioria dos casos com existências sem final feliz.
Em comum têm o serem aos meus olhos pessoas especiais e únicas, diferentes, no meio de uma multidão de ovinos bípedes, apáticos e/ou cobardolas.
Julgo que não me escapou nada, Fabio...
Os meus heróis são todas as pessoas capazes de abdicarem de si próprias, da sua vida se necessário, em prol dos outros ou de uma causa (justa) em que acreditam. E os que ousam remar contra qualquer maré, sem medos.
Por norma admiro mais os irreverentes, os temerários, os generosos, os inteligentes e os mais firmes na convicção.
Todos/as igualmente corajosos/as, loucos/as e na maioria dos casos com existências sem final feliz.
Em comum têm o serem aos meus olhos pessoas especiais e únicas, diferentes, no meio de uma multidão de ovinos bípedes, apáticos e/ou cobardolas.
Julgo que não me escapou nada, Fabio...
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Talvez toda noite deflorada pela manhã
Talvez toda noite deflorada pela manhã,
Observe o que,
À tarde, tinha alguém,
Guardado para ti:
Um ramo de consciência,
Decorado com fitas de conhecimento e
Cheiro de carinho
E
Um
Bilhete
Que dizia:
Venha e não venha, a noite é solitária,
A manhã agonizante e a tarde,
Cômoda e sincera. Mas olha, sinceridade é recíproca.
Observe o que,
À tarde, tinha alguém,
Guardado para ti:
Um ramo de consciência,
Decorado com fitas de conhecimento e
Cheiro de carinho
E
Um
Bilhete
Que dizia:
Venha e não venha, a noite é solitária,
A manhã agonizante e a tarde,
Cômoda e sincera. Mas olha, sinceridade é recíproca.
domingo, 19 de outubro de 2008
Quando abres teu armário
Repleto de casos falsos,
Empoeiradamente
Disfarçados de passado,
Voltas a ser o que de
Fato, gostarias de ter
Sido , sem mim, sem ninguém.
Talvez, somente contigo.
O cigarro, amiga, foi o que restou do nosso passado mal amado. Largá-lo-ei quando, enfim, largar a utopia dos que são partidários do amor.
Repleto de casos falsos,
Empoeiradamente
Disfarçados de passado,
Voltas a ser o que de
Fato, gostarias de ter
Sido , sem mim, sem ninguém.
Talvez, somente contigo.
O cigarro, amiga, foi o que restou do nosso passado mal amado. Largá-lo-ei quando, enfim, largar a utopia dos que são partidários do amor.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
De que adianta pensar no passado
Em fardo pesado na perna esquerda
A desnivelar o corpo mal amado?
Não passo a dez passos do teu sorriso
Sarcástico a ferir-me tão devagar
Da pior forma, do chão para o alto!
Deixando-me em fúria a precisar
Dos afagos dos amigos assim como
Eu, coléricos e tão solitários.
(Ngamba Botero)
Em fardo pesado na perna esquerda
A desnivelar o corpo mal amado?
Não passo a dez passos do teu sorriso
Sarcástico a ferir-me tão devagar
Da pior forma, do chão para o alto!
Deixando-me em fúria a precisar
Dos afagos dos amigos assim como
Eu, coléricos e tão solitários.
(Ngamba Botero)
Tão lindo ser; tão linda idéia!
Parte de você
Tornada parte de alguém
É parte que falta em alguém,
Assim,
Como eu, esse alguém.
Parte do seu corpo,
Faz, faço florir no teu peito
Meu sono e minha insônia!
Dorme comigo, e, que,
Esqueçamos o pé nos passados
Pisados pelos nossos afagos?
Faço, faça-me eternos afagos
De eloqüência
Do nosso desespero incessante
Pelo ser amado nunca
Estar ao nosso lado?
(Por Ngamba Botero)
Parte de você
Tornada parte de alguém
É parte que falta em alguém,
Assim,
Como eu, esse alguém.
Parte do seu corpo,
Faz, faço florir no teu peito
Meu sono e minha insônia!
Dorme comigo, e, que,
Esqueçamos o pé nos passados
Pisados pelos nossos afagos?
Faço, faça-me eternos afagos
De eloqüência
Do nosso desespero incessante
Pelo ser amado nunca
Estar ao nosso lado?
(Por Ngamba Botero)
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
"Ah, caralho!Vai o amor e vai também a inspiração? ou será o tempo, esse que sempre dá um jeito nas coisas?
Me aperta tanto, que nem tempo pra escrever tenho. Ou me ajuda tanto, que nem objeto de inspiração, pelo mesmo tempo levado, posso ter?"
Disse Mgamba Botero numa noite qualquer de um final de semana. Provavelmente muito chapado com uma mulher do lado e flagrante na mente...
Me aperta tanto, que nem tempo pra escrever tenho. Ou me ajuda tanto, que nem objeto de inspiração, pelo mesmo tempo levado, posso ter?"
Disse Mgamba Botero numa noite qualquer de um final de semana. Provavelmente muito chapado com uma mulher do lado e flagrante na mente...
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
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