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Moribundo SUBurbano. Estereotipado: bandido, maconheiro e marginal. Escritor, poeta e, portanto, miserável.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008




Tens passado dos limites hoje em dia. Andas pensando no que realmente significa o amor, e no que ele influencia para a construção de um relacionamento. A primeira conclusão que tem em mente, é que não devemos entrar num relacionamento antes de nos amarmos de verdade, isso, o amor próprio mesmo, sim, é dele que falas. Isso pode soar estranho às pessoas que lêem esse blog, em sua maioria poetas e afins, ou seja, pessoas comprometidas apenas com o amor e blábláblá-bando de chorão.

Então, falas de amor-próprio, pois somente esse pode fazer com que sejamos felizes. Acredita, e tem vergonha disso, que o ser humano só é humano quando ama o próximo e seja lá quem for esse. O individualismo é, sem dúvida, a característica dos que se amam demais. Nunca se amou, talvez por isso tenha tido tantas atribulações pelo caminho. Não sei, o poeta está sempre fadado ao fracasso, no amor, no trabalho, sei lá, não lembro dele ter se sentido satisfeito, uma única vez, se quer...

A satisfação dos que amam demais o outro, é, sem dúvida, ver o outro satisfeito. Aí que ele entra, ou melhor, é aí que ela sai. Lembro-me de tê-lo visto juntando seus trapos e ter mudado repentinamente pro ventre dela. Lembra dos beijos na barriga?ó, ai não é barriga não, barriga é mais em cima, seu tarado!

Lembra do passarinho, aquele, no ninho, aprendendo a voar?O poeta já sabe voar, ele, já sabia voar, mas aninhou-se no ventre dela, com medo de seguir em frente.

Há quem diga que seu erro foi ensiná-la a voar, enquanto ele, pássaro velho, tinha desaprendido a fazer o mesmo, enfim, ela partiu levando o ventre e os trapos dele, assim, a deixá-lo...

Mas ele continua vivo aí, vivo, entre um dilema: ou tenta aprender a voar novamente, ou encontra um outro ninho, porque seus trapos serão devolvidos quando ele, enfim, não mais procurá-la!

2 comentários:

Diana Borges disse...

Podemos conversar a respeito.
Salvador é grande. =)
hahaha, add no msn: dianacb_dica@hotmail.com

Beijos!

Carol Turboli disse...

E o cordão umbilical, ainda no ar, pelo visto não se soltou. Não importa se é bonito, só é menos abstrato do que parece. Ao menos ele dá lirismo pra compor, pra viver, pra procurar sem desilusão. E o resultado escrito foi ótimo. =)