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Moribundo SUBurbano. Estereotipado: bandido, maconheiro e marginal. Escritor, poeta e, portanto, miserável.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Do capeta e de outros demônios.

Será que eu estou com o capeta mesmo?
Não sei não, porque isso tem sido dito muito, ultimamente. Se eu bebo duas cervejas, dez, estou com o capeta. Se não tenho esposa, mas transo, estou com o capeta. Várias, determinadas situações, estou com o capeta. Você está com o capeta se não quer ter uma vida abastada, prefere fazer escolhas que o façam sentir-se bem, você está com o capeta, o capeta da mesquinharia, da falta de honra.
Ando cheio deles, dos capetas. Até por que sob esse ponto de vista, reduzido, pequeno e localizado no primeiro degrau no entendimento, o que faça não é nada maior do feito por vocês.
Eu não quero riqueza enquanto mil dos meus estão cada vez mais pobres, por causa disso. Inclusive seus fiéis, todos eles. Todo mundo com o capeta, por que eles, também bebem, fumam, cheiram, transam o dia inteiro. Justamente pela situação de serem por vocês, explorados. E explorados da forma mais baixa possível, pela sensibilidade e dúvida do que serão e para onde irão, assim que morrerem, só querem uma vida melhor.

5 comentários:

Camilla para os menos íntimos... disse...

canta pra subir!

Felipe Braga disse...

Isso é verdade. O capeta se personifica em nós, assim como o Deus que acreditamos.
Abraço.

Lili disse...

García Márquez!

Cecília disse...

se "eles" soubessem que o pote de ouro do fim do arco-íris é poesia, ah, se eles soubessem...

Reh.invente disse...

Saudade até de quem nunca vimos