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Moribundo SUBurbano. Estereotipado: bandido, maconheiro e marginal. Escritor, poeta e, portanto, miserável.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Esse post é só porque tem tudo a ver comigo.

Nunca pensei que pudesse o homem sentir tanta saudade.
Dizem que a palavra não existe em nenhum outro idioma...
mas eu conheço o seu significado.
A alma procura a outra na velocidade do desatino.
Não há lugar senão para a busca.
Nenhuma satisfação que não seja o encontro.
Nenhum engano possível.
A alma sabe exatamente qual a outra é.
É aquela.
Em tudo maravilha, encontrada seria uma.
Um eterno abraço.
Por que não cala o trovão da mente?
Por que não seca a lágrima da obsessão?
Por que não cessa esta falta que enfraquece?
Essa dor que apenas cresce.
Porque não fecha o peito ardente.
Demente.
Ouve o abismo presente, ouve o ruido dos passos...
Então cai eternamente.
Eu não sei se é verdade que de saudade também se morre mas, é melhor morrer do que sentir saudade.

Domingos de Oliveira.

3 comentários:

Liliane disse...

A alma procura a outra na velocidade do desatino.
Não há lugar senão para a busca.
Nenhuma satisfação que não seja o encontro.
Nenhum engano possível.
A alma sabe exatamente qual a outra é.
É aquela.


É aquele friozinho que corre o corpo e nos leva pra longe, longe...

Amanda disse...

Perfeito...
E pra falar a verdade, acho que tem a ver comigo tb...
Beijã lindo!

Felipe Braga disse...

Saudade é a prova do indispensável.
E a alma, intocada, sente, com certeza, aquele frio, pois a carne deixou de esquentá-la.

Texto muito bonito.

Abraço, cara.