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Moribundo SUBurbano. Estereotipado: bandido, maconheiro e marginal. Escritor, poeta e, portanto, miserável.

terça-feira, 16 de março de 2010

Carta às mulheres da minha vida presente

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que o carinho o qual sinto por vocês não diminuirá em nada, pelo contrário, há de aumentar cada vez mais. Tens-me dado o melhor, de suspiros eloqüentes, ao sexo sincero e muito bem feito. Todas são especiais, porque mesmo sabendo que já sou apaixonado por outra pessoa, como muitas de vocês já sabem, acompanharam-me sem pedir nada em troca, e mesmo assim tenho barganhado muita coisa, a fim de retribuir esse carinho.

Antes de tudo que está por vir aqui nesse texto, trago à luz que não foi minha intenção fazer com que qualquer uma de vocês se apaixonasse por mim. Pelo contrário, sempre tive pudor ao usar palavras como: “te amo!” ou “você namoraria comigo?”. Eu nunca mentiria para vocês.

Tenho em mim a sensação eterna de que meu jeito desmedido ao ser carinhoso ou compreensivo vem de relações passadas. Ou melhor, de uma relação passada, e, como vocês bem sabem, duradoura. Nessa relação eu não era metade do que sou agora, não compreendia metade do que compreendo agora. Era tão machista quanto não sou agora. E deve ser por isso que escrevo essa carta, nesse momento.

Todas vocês já amaram um dia. Algumas de vocês, ou melhor, a maior parte de vocês, ainda tem o coração ligado ao passado, e talvez por isso procurem em mim qualquer consolo não machista e sincero. É dessa forma, que tenho certeza: vocês me entenderão muito bem.

Não! Não é certo. Não estou namorando nem nada do tipo. Apenas sou apaixonado pelo passado, ou melhor e mais claro, sou apaixonado por uma pessoa que fez parte do meu passado recente, e essa pessoa, apaixonada por mim. Entretanto, não sei se essa pessoa é apaixonada pelo que sou no presente, ou pelo que fui no passado. Simplesmente não sei, e escrevo essa carta para notificá-las que pretendo saber.

5 comentários:

Antonio de Castro disse...

Elegante ser assim...

é mostrar algo de maneira poética e ao mesmo tempo violenta.

e quem disse q poesia não é violência?

-

Camilla para os menos íntimos... disse...

cuide-se!
e faça o que o seu coração quiser que tu faça, já não és mais como antigamente, isso é muito bom... siga o seu destino, és filho do tempo, Okearô!

muito axé!

isadoraeq disse...

esse tal de Antônio é seu fã agora?
aff...

Imperdoável disse...

adoro o seu jeito ...

Felipe Braga disse...

Fantástico! Simplesmente fantástico.