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Rio, RJ, Brazil
Moribundo SUBurbano. Estereotipado: bandido, maconheiro e marginal. Escritor, poeta e, portanto, miserável.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Não te amei no início.
Te amei mais e mais
Com o passar do tempo,
E isso era eterno.

Eu não amava teu sexo,
E sim tua companhia.
Eu não amava teu corpo,
Que em dias de chuva era lindo,
Mas no sol, nem era tudo isso.
Amava o que tu não falavas,
E o que falavas, pra mim, era sublime.

Com o passar do tempo
E vários momentos juntos,
Eu já te amava mais do que me amava,
Por que já não conversava comigo.
Não tinha outra mão,
Outro peito,
Que me afagasse e me acolhesse,
E outro umbigo, que não fosse o teu,
Meu ninho!

4 comentários:

Dica disse...

Que em dias de chuva era lindo,
Mas no sol, nem era tudo isso.
Amava o que tu não falavas.."


Eu gostei principalmente dessa parte, especialmente, eu diria.
Quando a gente ama não importa muito o que essa pessoa é, faz ou diz. Não importa o que veste, onde anda, o que come.
É lindo amar, né? Ele faz a gente enxergar as coisas de forma mais bonita, mesmo não sendo.

Felipe Braga disse...

Edson, que bom que voltaste a escrever! Eu é que não estou conseguindo mais. Estou em decadência. rs
Muito bonito o poema, como sempre.
Amar é sublime, não importa seu tempo.
Abraço.

Adelita Portella disse...

Naquele dia podia ter-te dito que o nosso amor já não me fazia nem viver nem respirar, mas ao invés preferi o silêncio. Não sei porquê. Há coisas em nós que desconhecemos ou que queremos desconhecer, como se um outro eu, poderoso, comandasse mais do que nós.

Não importa como é, se é, o que pensa ou o que ama.
Só que amamos.
Amar...

Anônimo disse...

Tão verdadeiro esse amor... lindo. Muita poesia e verdade... perfeito.